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segunda-feira, 10 de março de 2014

Bla, Bla, Bla...

Palavras... Palavras... Palavras...

Mas o que são elas?
Quando se perdem no nada...
Quando indicam o sul e as ações, o norte.

Até onde é possível não reconhecer um paralelo entre o que se diz ... e o que se fala?

O quanto posso reconhecer de expectativa nisso?
Talvez cinqüenta por cento – ou talvez cem – ou talvez nada.

Não estou insana.
Só gostaria de fazer um mero reconhecimento e ter alguma certeza... o mínimo que fosse...
Ou tenho alguma? E não consigo encarar?

Não quero mais ouvir
Quero ver!
Sentir!
Vivenciar!

Será por isso que o silencio é tão valioso?
Porque é nele que se ouve, que se sente, que se observa...
Porque é nele que as entrelinhas percebidas, são sinceras.
Tem que ser.
E a partir disso, a ação seria tanto quanto...

Mas... o que fazer com os sinais... se são tão reais?

Ainda não consigo compreender essa minha blindagem...
que se cristaliza aqui, na linguagem.

Eu só preciso de sabedoria para distinguir a diferença...
E, talvez, rever minhas crenças...

E agora, só peço muita, mas muita paciência e muita serenidade...

Porque... só por hoje,  está muito difícil.

domingo, 9 de março de 2014

Ambivalência

Eu penso que às vezes me coloco em estado de ambivalência,
E por essa razão, às vezes acerto, outras vezes erro...
Saio do ritmo e tento voltar...
Não quero acreditar... e as vezes duvido do que acredito.

Ainda tento seguir os passos, embora não tenha ido às reuniões com a freqüência que ia e queria...

Faço planos e, logo, os abandono...
E só tenho certeza das minhas incertezas...

Tive vontade de servir, mas não o fiz.
Penso em ir, e não vou.

Reconheço que ainda tenho a tendência de esperar perfeição em mim e nos outros e nas situações... mas entendo que isto, é sinal de que posso começar a abandonar essas expectativas.

Ainda tenho alguns hábitos que preciso pensar em deixar...

Por exemplo, a procrastinação que acaba sendo um dos resultados desta ambivalência.
Não agir quando é tempo de agir.
 – é um comportamento destrutivo. Produz stress, ansiedade, culpa, desarmonia, vergonha em relação aos outros e uma consciência incômoda da tarefa que está para ser realizada.

Mas vou falar disso em outro momento.

Por ora, só preciso me concentrar nessas questões e retomar minha motivação de continuar a agir para me sentir melhor. Porque, nesta semana, foram vários os sinais, que me levaram a pensar nisso.

E repensar se estou “paralizada”.

Ou se vou (e como vou) continuar os passos.

domingo, 2 de março de 2014

Nada é por acaso


Sempre acreditei que as coisas acontecem por alguma razão.
Apesar de desconhecer os motivos de muitas coisas das quais já vivi e ainda vivo, tenho recebido confirmações em algumas passagens da minha vida, de que nada é por acaso...

Um exemplo pertinente aqui é a minha narrativa sobre tornar-me nar-anon.

Antes desse acontecimento, eu tinha pensamentos do tipo: “por que isso está acontecendo comigo?”

Mas hoje percebo diferente. Passar por tudo o que passei fez-se necessário como um caminho para eu conhecer a programação dos doze passos.

Provavelmente, eu passaria anos, ou a minha vida toda sem esse conhecimento, se eu não tivesse a oportunidade de ter "o" motivo para chegar e conhecer esta programação.

Por isso, sigo acreditando que não depende apenas de minha vontade, pois minha vontade nunca foi ter tido um motivo para conhecer a programação.
E de toda forma, só por hoje, eu agradeço imensamente ter vivenciado tudo o que vivi e que possibilitou eu tornar-me uma pessoa em busca de ser cada vez melhor!

Com a programação passei a ter um contato com Deus, como nunca tinha tido antes. É como aprender a ter uma relação direta e intima diferente de tudo que já tinha vivido antes.

Aprendi a ter tolerância e paciência.

Aprendi a pedir perdão e, principalmente a me perdoar e, mais importante, aprendi a entender o significado dessas duas ações.

Descobri que devo aceitar o outro como ele é, mas que também posso fazer minhas escolhas, sem medo e sem culpa.

Passei a ter uma consciência de mim mesma mais apurada e isso me ajuda a lidar com sentimentos negativos (raiva e ressentimentos) que só nos fazem mal.

Só por hoje eu sei que o que vivi ontem ficou no passado, e que este passado tem um valor muito precioso...
Pois por causa dele, transformei-me no que sou hoje.
E isso, não foi por acaso!

sábado, 1 de março de 2014

Ausência de expectativas, aceitação ou conformismo?


No incio desta semana o termo conformismo esbarrou no meu pensamento.
Daí fiquei pensando se seria algo negativo, e qual a a diferença entre aceitação e ausência de expectativas.

Já falei aqui no blog, diversas vezes, sobre o fato de que viver só por hoje e, um dia de cada vez, nao tendo expectativas, seria um dos ingredientes para se manter bem. Eu leio, falo sobre isso e concordo... mas não quer dizer que eu consiga sempre.

Em julho publiquei uma postagem sobre Aceitação (http://umpasso-decadavez.blogspot.com.br/2013/07/aceitacao.html) e lá eu digo que é diferente de aprovação, pois não se trata de concordar ou ser cúmplice. Aceitação, em doze passos,  é reconhecer que somos incapazes de modificar aquilo que está fora de nossa alçada e concluo que é uma condição de respeito (ao outro).

E por fim, conformismo de acordo com o dicionário, tem como sinônimo: acomodação, comodismo, resignação.

Então, se pensarmos superficialmente sobre estas três questões poderíamos pensar que se tratam da mesma coisa. Mas não é, né?

A linha entre elas é bem tênue.

Aqui, de acordo com o que pesquisei, a ausência de expectativa e a aceitação são atitudes positivas, enquanto o conformismo, de certa forma, é negativo.

O fato de não criar expectativas com o objetivo de evitar frustrações, assim como o fato de Aceitar o outro como ele é, nao significa que eu deva me conformar e me acomodar em alguma situação. 

Por isso, devo viver um dia de cada vez sem criar expectativas, devo amar e aceitar o outro como ele é, mas posso modificar a mim mesma, os meus sentimentos e até a minha jornada. 

E penso que uma demonstração disso pode ser traduzido em desapego, desligamento com amor.

E confesso, é muito, mas muito difícil.


sábado, 22 de fevereiro de 2014

Bingo!

Por nove meses tomei uma medicação reguladora do humor.
Melhorei meu sono, meu apetite... engordei, e consegui levar minhas atividades diárias normalmente.
Faz três semanas que parei. Não encontrava mais o meu médico e imaginei que estivesse bem.

Mas foi um engano.
Faz duas semanas que comecei a me sentir mal.
Começou com leve indisposição digestiva e dores de cabeça.
Depois evoluiu para tonturas, enjoos, problemas intestinais e muita sonolência.

No inicio, tentei justificar o mal-estar associando alguns fatores. Alguma coisa que comi? Algum “sapo” que engoli?
E me esforcei para ficar bem.
Esforcei-me para comer e manter o alimento no meu estomago.
E acreditando que pudesse ser alguma reação emocional à minha vida, ainda pedi a Deus que ordenasse minhas emoções.

Nada feito.
Só piorou.
As tonturas e o enjôo aumentaram. A sonolência associada à tontura praticamente me incapacitaram nos últimos dois dias.

E foi então que percebi o que estava ocorrendo.
Síndrome de abstinência.
Meu organismo estava sentindo falta da tal medicação reguladora do humor. E alem disso, trouxe de volta em maior intensidade os sintomas iniciais que me motivaram a iniciar o tratamento.

Retrocesso... Ainda tinha quatro comprimidos guardados... tomei um... e alguns sintomas já diminuíram, outros já desapareceram...

Avanço... Se ocorrer um “desequilíbrio bioquímico dos neurônios responsáveis pelo controle do estado de humor" e a tal medicação resolvei isso, devo admitir, preciso dela.

E lembrei-me da fala do “mestre” numa época da minha vida:
“Deus cuida do espírito e o homem do corpo”.

E nós, de nós mesmos!

Reconheço meu desequilíbrio bioquímico assim como admito minha impotência diante de tantas coisas...

Voltando a melhorar...



domingo, 9 de fevereiro de 2014

Aprendendo a Pedir...

Sentimento é algo que não conseguimos controlar.
E é tão ruim, quando sentimos algo que não queremos sentir.
Quando sentimos algo que nos faz mal.

É enlouquecedor.
Mas aprendi, com a programação, a pedir...
Ainda não aprendi totalmente, mas já consigo pedir a Deus...

Estou falando de uma experiência que, comigo, deu certo.

E não foi uma vez... foram várias...

Se o sentimento é negativo, ou mesmo positivo, mas que nos faz mal, não temos muita saída...

Lembro-me uma vez, que eu sentia muita vontade de colocar a mão no meu peito e arrancar aquilo que sentia...
E então me senti muito pequena... e me veio Deus no pensamento.
E foi então que me lembrei de “pedir”

- Deus, remova este sentimento do meu coração, porque sozinha eu não consigo.

E nesse momento, é a verdadeira consciência da impotência.

Porque, normalmente, achamos que somos fortes e temos todo o controle em nossas mãos.
Mas não é bem assim, e não é sempre assim.
Tem momentos que nos tornamos pequenos e fracos...
E nesses momentos, precisamos recorrer a “algo” .

No meu caso, aprendi com a programação, a pedir...

E pode parecer pouca coisa, mas para mim, aprender a pedir, é uma grande conquista.

Conquista que ainda preciso expandir em outras esferas da minha vida.


E é assim que funciona... um passo de cada vez...

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Percepções, decepções, desilusões

A idéia era discorrer sobre as percepções e como ela nos afeta. Porém, algumas questões relacionadas à decepção e ao fato da minha sensação de desilusão estão me desnorteando. 

Cada um de nós tem a sua forma de perceber a realidade externa.  E essa forma tem relação com muitas variáveis, tipo: valores, personalidade, humor.
De fato, não há percepção errada ou correta.  A percepção é de cada um. A questão é quando nos fechamos em nossa forma de perceber o outro, as coisas, a vida no geral e não nos permitimos conceder o beneficio da dúvida.
A questão é tomarmos nossa percepção como pronta e definitiva, normalmente baseado em nosso mundo interior, e não abrir a mente e o coração para novas possibilidades.

Sofremos se fazemos isso.  E também causamos sofrimento.

E o que a decepção e a desilusão tem a ver com isso?

Tem a ver com a minha história e com o meu momento.

Uma decepção ocorre  por expectativas muito pessoal e, baseado nessa percepção muito particular que acabei de falar.

Eu nao estou decepcionada. Eu sou o alvo da decepção.
O que estou na verdade, é desiludida justamente  por nao me conformar que pessoas adultas e maduras ainda ficam e se perdem em si mesmas....

Coisas e situações tão  simples. .. que um diálogo aberto e desprovido de valores resolveria.

Mas enfim; minha desilusão é passageira. Porque graças à Deus vivo só por hoje.
E apesar da desilusão, ainda assim, consigo ficar bem.
E sei que estou bem, justamente, por estar com a mente aberta.  E por saber que só posso modificar a mim mesma e que, aos outros, eu só posso amar.

Beijooo
E fiquem em paz.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Começando o ano...






Começando o ano aqui no blog.

Ainda repensando algumas coisas que me deixaram em conflito ano passado, mas só por hoje, estou bem de um modo geral.

Hoje, retomei o grupo depois de algumas 24 horas de ausência.
E embora esteja ainda em conflito com esse assunto, foi bom ter voltado.
Nunca é em vão... e de toda forma, sempre volto em paz e com algumas reflexões.

Meu objetivo este ano é me aprofundar no estudo dos doze passos e dos lemas relacionando ao contexto de vida de um modo geral.

Como mostra minhas ultimas postagens do ano passado, estou distante (física e emocional) da causa que me levou ao grupo de origem. E tenho sentido falta de algo mais.
Sentindo necessidade de ampliar o alcance da programação em outras situações de minha vida.

Não sei ainda definir ao certo essa minha necessidade.
Pode ser fase. Pode ser que esteja num estágio bom de desligamento da causa original.
Mas isso não importa. Pois, o meu objetivo principal, que é estar bem e melhorar a cada dia, continua o mesmo.

Sei que, com a programação, melhorei muito, em muitas coisas. Mas também sei que ainda tenho muito a melhorar e muito a aprender. Talvez, também por isso, a minha busca por algo mais.

Não tenho nada decidido ainda. Mas estou lendo algumas coisas. E, independente do que decidir, nada vai mudar no conteúdo do blog. Porque o objetivo principal é compartilhar minha experiência e meu aprendizado no estudo dos doze passos. E isso vai continuar... um dia de cada vez.

Por ora é isso.
Finalizo esta minha primeira postagem do ano, deixando aqui, meus sinceros votos de realizações, conquistas e, principalmente, paz e serenidade.

Beijinhos e até...!!!

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Retrospectiva 2013

Parece que foi ontem que fiz minha retrospectiva 2012. E hoje, estou aqui, pensando em como foi 2013.
E como tudo nesta vida, algumas coisas foram melhores, outras não.
Mas posso dizer com certeza, que os acontecimentos positivos tiveram mais peso que os negativos.

Iniciei o ano fazendo uma mudança física (mudança de local) e iniciei meu blog com desapego. Ao longo do ano, fui provocando mudanças em todos os sentidos, principalmente de ordem emocional e comportamental. Uma estrada curvilínea de uma intensidade sem tamanho.

Conheci pessoas novas, algumas ficaram outras não.
Pratiquei o Desapego. Fiz escolhas e renuncias.
Investi em mim mesma.
Não foi linear – e não foi tranqüilo.
Foi um percurso cheio de curvas e derrapagens.
Mas o legal, nesta reta final, é que estou como e onde gostaria de estar.
E isso, eu devo a mim mesma, na minha persistência em querer ficar bem.
Devo também ao meu comprometimento com a programação e com o meu poder Superior.

Estou bem.
A serenidade que ganhei este ano, não tem palavras para definir.
Relembrar as curvas e derrapagens que passei me enche de orgulho, porque com elas, aprendi mais um pouco, e estou como estou hoje.

Agradeço a companhia de cada leitor deste meu blog (anônimos e assinados).
Agradeço o incentivo e as criticas.
Estar aqui (escrevendo) foi uma das ferramentas que me ajudou muito a chegar neste momento que estou.

E espero estar aqui no decorrer de 2014 somente com mensagens positivas, de crescimento e aprendizado.

Desejo sinceramente, um ano novo repleto de realizações com muita paz e serenidade, para todos nós e nossos familiares e em verde, cheio de muita, muita esperança!!

Grande beijo, e até ano que vem!!


segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Ficando distante...

Percebo que estou afastada do grupo, da programação e do blog.
Um pouco de correria do fim do ano...
Mas quando queremos muito alguma coisa, sempre damos um jeito...

O Fato é que estou realmente distante.
Ainda não parei pra pensar ao certo o motivo.

Já pensei no afastamento da causa.
Até pensei na questão da “Alta”- publicação que fiz sobre esse assunto, em maio deste ano.
Novos ares. Nova vida.
Motivos inúmeros... e ainda assim... ainda tenho algo me cobrando no meu íntimo.

Embora ausente, eu sinto muita falta da programação in loco.
Das partilhas, das leituras, de meus amigos...
Recebo muitas mensagens por email de diversos grupos relacionados aos doze passos.
Mas nada se compara com o estar presente.

Cobro-me muito com relação ao blog.
Eu estava com uma média de uma publicação semanal.
E agora, 16 dias depois da ultima publicação, estou eu aqui, falando de meu afastamento.

Não quero me afastar...
Ainda uso a programação no meu dia a dia. E continuo vivendo um dia de cada vez.
Só preciso me reorganizar, nesta minha vida nova, com os meus novos (ou velhos) motivos e voltar a freqüentar o grupo.

E falta tão pouco para acabar o ano.
Só tenho certeza de que passei a viver bem melhor, depois que me conscientizei dos passos e dos lemas.
O ano passou, mas vivendo, só por hoje, nem me dei conta.
Lidei melhor com as situações da minha vida.
O pesar de antes... não existe mais...
E tudo tem sido tão leve.

É por esse e outros motivos... que não posso continuar distante.
Só por hoje tenho algumas 24 horas de ausência.
Mas logo, muito logo, voltarei à prática plena da programação.