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terça-feira, 23 de abril de 2013

Escolhas e Decisões


Sempre temos escolhas que nos levam a tomar decisões.

Nesses momentos, faz-se importante lembrar que eu não preciso lidar com o que não quero ou com o que me faz mal.

Cabe a mim a decisão do que estou disposta a fazer. E tenho o meu tempo para tomar qualquer decisão sem sucumbir a pressões.

Devo definir limites claros como o que é importante aqui e agora.

Devo Lembrar-me que tenho o direito e a obrigação de usar o meu melhor julgamento na tomada de decisões sobre qualquer situação.
Na verdade, seria errado se eu não fizesse isso.

Além disso, as decisões que eu tomar agora podem ser revertidas mais tarde, se eu achar que elas não funcionaram adequadamente.
Assim como, saberei no percurso, o que funciona e o que não funciona, e dessa forma, devo agir em conformidade.

Tomar decisões é difícil. É um momento em que vale a pena lembrar o tempo que passei gastando minha energia e esforço em coisas e situações inúteis.

É um momento que devo render-me a minha sabedoria interior, e ficar em paz para escolher e decidir.

Pois não tenho que ser perfeita.
E nem mesmo acertar na primeira vez, pois não tenho que ter todas as respostas imediatamente (ou talvez nunca).

Talvez esta seja a única maneira de compreender as conseqüências de minhas escolhas.
E esperar que o meu Poder Superior me leve a um ponto em que ficarei cara a cara com a verdade.

Não posso saber o que está por vir.
Posso tentar adivinhar, supor... o que não resolve nada.
Por isso, o correto é deixar e entregar.


Então, prefiro não me preocupar com o que está por vir. E tento, só por hoje, fazer o que é certo para mim, com sabedoria e inteligência.
Tento Não criar enfrentamentos. Bastando fazer o que é necessário para cuidar do aqui ali está.

E só posso fazer escolhas e tomar decisões baseadas no que eu considerar coerente.

Seria muito bom se houvessem respostas fáceis e rápidas.
Mas não são. 
E mesmo assim, elas vêm. De uma forma ou de outra.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Adoeceram sem nunca usar drogas

Sem nunca usar crack, elas adoeceram por causa da droga

Filha, mãe e mulher de dependentes químicos, Isabella, Lusimar e Polyana personificam a doença que afeta os parentes dos usuários

Fernanda Aranda , iG São Paulo |
 
Na órbita da dependência química estão pais, mulheres, maridos, irmãos, amigos e filhos. Pessoas que adoecem, mesmo sem estarem mapeadas pelas pesquisas que quantificam usuários de drogas. A estimativa dos estudiosos é de que para cada pessoa no alvo direto das drogas , são nove afetados de forma secundária.
Só para o crack, em uma matemática simples, chega-se a 9 milhões de adoecidos. Isso porque, segundo levantamento da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o
Isabella Moraes, 37 anos, Lusimar Alvares, 62 anos e Pollyana A.D, 35, são exemplos de pacientes que adoeceram sem nunca terem usado o cachimbo. Em ordem, são filha, mãe e mulher de usuários em recuperação, que acabaram deprimidas, ansiosas e com dores crônicas, transtornos desencadeados pela dependência química de seus entes queridos.
Segundo Carlos Ribaldo, presidente da Federação Brasileira Amor Exigente – entidade que reúne os mais de 50 grupos terapêuticos focados em familiares de dependentes químicos – não tratar e acolher esta população chamada “codependente” é errar duplamente:
“Primeiro, porque as famílias sofrem e acabam excluídas de um tratamento”, afirma Ribaldo. “Depois, e o mais importante, é que os familiares são peças decisivas na recuperação do dependente químico. Apoiar não significa ficar ao lado incondicionalmente, muitas vezes alimentando de forma inconsciente o comportamento compulsivo do dependente químico”, avalia.
“Não orientar as famílias é ajudar a manteros resultados ainda muito modestos (menos de 40%) de recuperação dos dependentes químicos.”
As três co-dependentes, depois que descobriram o que é ser codependente, confirmam a avaliação de Carlos Ribaldo. Em entrevista ao iG , contaram como mudaram de postura e sobreviveram à dependência química indireta.

Leia mais
“Me sentia tão sozinha e abandonada que acabei adoecendo também”
“Assumir que o filho é dependente químico é pior coisa para uma mãe”
“Me separei por amor e ainda acredito em um final feliz para a nossa história”


Fonte:
http://saude.ig.com.br/minhasaude/2013-04-17/sem-nunca-usar-crack-elas-adoeceram-por-causa-da-droga.html



domingo, 14 de abril de 2013

Desligamento


Como distanciar-se e desligar-se daquele que se ama?

Essa é uma das maiores dificuldades de uma mãe/pai, marido/mulher, irmão/Irma – na relação com uma pessoa vítima da adicção.

Desapego requer prática. Precisa-se apenas continuar tentando. É tudo o que se pode fazer.
Eu sei, é muito mais fácil dizer do que fazer!
Manter a distância emocional e não esperar nada, na maioria das vezes é simplesmente muito difícil.

Não se pode simplesmente ligar e desligar o corpo. É necessário ajustar com o tempo e a experiência.

O desapego não pode ser falsificado.
Isso acontece lentamente, à medida que se aprende mais e mais sobre como ser impotente diante de qualquer pessoa ou situação externa a nós mesmos.
Acontece quando se obtém maior serenidade em nossas próprias vidas.
Quando se reconhece que não estamos ligados simbioticamente a ninguém e a nada.
Trata-se de reconhecer o direito do outro de tomar suas próprias decisões, quer gostemos ou não.
O desapego se faz quando se compreende plenamente que nossas obsessões estão nos prejudicando.

Não se trata de não se importar. Trata-se apenas de ter consciência que não se pode controlar o que os outros fazem.
Pois Tentar mudar alguém é um exercício extremamente frustrante e exaustivo.
Com o desligamento aprendemos a cuidar de nós mesmos em primeiro lugar, assim podemos ter uma visão melhor sobre o que podemos e o que não podemos fazer.
Não é que nós não podemos fazer nada, é que tentar empurrar as coisas, não funciona.

É irônico, mas amar qualquer pessoa envolve permitir que esta pessoa cometa seus próprios erros e assuma a responsabilidade por eles. 
Se o outro decide por destruir-se, não podemos deixar que isso nos destrua. E eu sei, é difícil de assistir.
Isso não significa que nós aprovamos, significa apenas que nós entendemos que o outro pode não saber como fazer algo diferente do que está fazendo.

Cada um tem de trilhar seu próprio caminho.
Pisar no caminho do outro, tentar pegá-lo ou levá-lo no colo, é inútil para ambos.
O outro precisa experimentar a dor dos seus atos - assim como nós.
A questão é que não podemos ajudar alguém que não está pronto para ajudar a si mesmo.
E manter em mente os 3 C's é fundamental nessa prática - Eu não Causei, não posso Controlar e não posso Curar.
Perceber-se impotente sem sentir-se desamparado.

O programa doze Passos é uma programação individual para cada um de nós, e não para o outro.
O passo dois fala sobre acreditar que um poder maior do que eu possa restaurar-me à sanidade. Não a do outro, mas a minha.
Por isso, devemos colocar-nos, nós mesmos e o outro, aos cuidados de algo maior que todos nós.
Esses três primeiros passos mantém nossa sanidade.
E assim, aprendemos a lidar com a dificuldade e a cuidar de nossa própria vida.
E aprendemos que o outro tem o direito de fazer suas próprias escolhas. Porque é a sua decisão, não a nossa.
.
E essas são apenas algumas idéias de como o desligamento acontece, em minha opinião.
E como diz nossa programação, pegue o que for importante, e deixe o resto.

terça-feira, 9 de abril de 2013

E por que não?


Por que continuar indo em um lugar onde aprendo e reaprendo a cuidar de mim mesma?
Onde reforço minha serenidade e aumento minha espiritualidade?

Sim. Inicialmente existe um motivo para se procurar um grupo de doze passos. E acreditava realmente que estava indo por esse motivo.
Mas ao longo da jornada, após algumas tantas horas de freqüência, de leitura, de compartilhamentos recíprocos, passei a perceber que o motivo que me levou ao grupo era só um detalhe, digamos, um fator desencadeante. Porque depois de vivenciar a programação, e perceber em mim mesma, mudanças positivas, um aumento de auto-percepção e uma relação direta com um poder superior que me tranquiliza  descobri que eu estava ali por mim, apenas por mim. Por isso, independente do motivo existir ou não, continuo frequentando, estudando e vivenciando a programação.

Na verdade, o que aprendi são coisas muito simples, que por alguma razão no percurso de minha vida, eu perdi ou despercebi.

São formas de viver a vida valorizando plenamente o momento presente de maneira simples.

Penso que a programação dos doze passos deveria fazer parte da grade curricular desde a primeira infância.
Que as famílias (pais e mães) pudessem ter acesso, independente de terem um motivo, pois só traria mais harmonia nos relacionamentos e paz de espírito individual para quem pratica, independente do que se acredita, pois a programação não é um programa religioso, mas espiritual.

Também poderia ser praticada em todas as esferas da vida, seja na vida pessoal, social, profissional.
·        Porque visa, simplesmente, orientar o individuo a cuidar de si mesmo e respeitar o outro como ele é.
·        Porque nos conscientiza da importância de “ouvir, pensar, analisar, avaliar, aprender e fazer escolhas de nossa responsabilidade.”
·        Ensina-nos a viver o dia de hoje libertando-nos do sofrimento do passado e da ansiedade do futuro.
·        “Sugere disciplina, ordem e organização no nosso dia a dia.”

Enfim... é infinita a lista dos motivos que tenho para continuar voltando. São coisas simples, que por alguma razão perdi ou não percebi ao longo de minha vida.

E continuar voltando é importante até o ponto em que continuar me fazendo bem!

E com a programação, Aprendi
·        que somente eu, posso saber o que me faz bem.
·        Que eu posso pedir orientação ao meu poder superior, quando me sentir perdida.
·        Que somente eu, tenho a responsabilidade de fazer as minhas escolhas e responder por elas.
E aqui, esta lista também é infinita.

Por isso, continuo voltando.
Porque escuto e aprendo.
Porque me oriento a manter minha mente aberta.
Porque me lembro de manter-me simples e que devo Pensar, sempre.
Porque vejo que primeiro, devo fazer as primeiras coisas.
E que qualquer coisa que eu queira, que comece por mim.
Que devo viver o dia de hoje plenamente.
Que devo ir com calma e viver um dia de cada vez.
Que devo viver a minha vida, e permitir que cada um do meu circulo possa viver a sua da maneira que escolheu.

Por isso continuo voltando. E por que não?


sábado, 6 de abril de 2013

Papeis e Formas


Desempenhamos diversos papeis em nossas vidas. 
Alguns por escolha, outros por condições sociais, naturais.
Em cada papel temos uma atuação  uma responsabilidade, uma missão.
Alguns desempenhamos tranquilamente, outros com dificuldades.
Alguns nos tornam felizes, outros não.
E são papeis. É a forma (espontânea ou imposta) de como nos colocamos no mundo.
Alguns ficam no passado, outros estão por vir.
E em cada papel atual, usamos o nosso aprendizado do que ja vivemos e nos preparamos para os que virão.
As vezes temos escolhas... outras não.

Ao desempenhar o papel de ser humana, devo aceitar o que a vida me apresenta e fazer o melhor.
Isto é um grande desafio.
Porque herdar as crenças e acreditar nelas, é fácil.
Difícil é aceitar algumas missões que estão destinadas para nós.
As vezes, passamos por elas sem entende-las.
Outras vezes, olhamos para trás e podemos perceber o porque de algumas coisas acontecerem em nossas vidas.
E esse, é o papel da vida.

De vez em quando penso o quão difícil é aceitar, viver e trilhar o caminho tao diferente daquilo que sonhamos.
Mas será que o que sonhamos seria mais fácil de aceitar, viver e trilhar?
Faço-me perguntas e penso nos meus papeis.
As respostas e conclusões (se houverem) são meros devaneios.

De fato, penso que o que realmente importa 
é a forma como desempenho cada papel a que estou destinada 
e como reajo a cada um deles.


porque a vida simplesmente passa... 
algumas coisas vão ficando para trás... 
outras vão se estendendo pela frente.
E o que prevalece... é o que faço agora!

E esse, é o papel da vida.

domingo, 31 de março de 2013

Passos lentos


Tenho andado em círculo nos três primeiros passos da programação.

1- Admito-me impotente diante de tudo que está fora de mim.
2- Acredito que um poder maior pode manter a minha sanidade.
3- Entrego minha vontade e minha vida a esse poder maior.

E estanquei nisso.

Por isso às vezes, fico congelada, ao que parece, na inação.

Tudo o que eu realmente posso fazer é trabalhar os passos um a um e mantê-los em foco, sem pressa ou sobressaltos.
As respostas virão a partir desse processo. Vou descobrir isso para conseguir seguir adiante.

Imaginei que discorreria pelos doze passos fácil e rapidamente, meio que a passos largos...

Hoje sei que não é assim que funciona, e confesso, estou definitivamente em passos lentos.

Estou aprendendo tudo de novo.

A vida prospera em drama. O melhor que posso fazer (a primeira talvez) é deixar de ser parte do drama.

E tento apenas compartilhar minhas experiências, pois isso funciona para mim.

Eu sei que aprender a gerir os meus próprios medos, acreditar e entregar são fundamentais para esse processo.

Eu só preciso achar o caminho. E depois... não sair dele!

Desejo a vocês uma linda semana e um ótimo inicio de mês!

quarta-feira, 27 de março de 2013

O Príncipe e o Sapo


Ouvi uma história que me impressionou, e fiquei dias pensando nela.
Resolvi editá-la em forma de parábola, usando os nomes fictícios João e Maria, em respeito à tradição do anonimato.

Maria contou...

... Que alguns anos atrás, conhecera um homem. Ele era simples e comum, pois no primeiro momento, nada de especial podia ser visto nele. Aos poucos, no dia-a-dia da convivência passou a vê-lo como um príncipe que, em tudo, se mostrava nobre e belo.

Depois de algum tempo, Maria percebeu um fato estranho: - João simplesmente desaparecia de vez em quando. E mais algum tempo depois, soube o motivo: - Ele era adicto. E o seu desaparecimento indicava que tivera uma recaída no uso.

Maria conta que, nesse início, não entendia muito bem o que era a adicção. Mas percebia inconscientemente que João, de príncipe, transformava-se em sapo.

Quando voltava, após seus desaparecimentos, João ainda apresentava traços de sapo. A transformação acontecia lentamente e, aos poucos, o príncipe estava lá de volta, inteiro e lindo.

Mas essa transformação acontecia também no sentido contrário.. O príncipe, de repente, mostrava sinais que indicavam que logo, muito logo, ele se tornaria um sapo novamente.
E isso aconteceu por alguns anos. Ora príncipe, ora sapo.
Maria odiava o sapo. Amava o príncipe. E ambos residiam na mesma pessoa.

Seu desejo era ter João como príncipe eternamente ao seu lado. Mas isto, não dependia dela, pois a decisão de se transformar (ou não) em sapo, cabia somente a ele.

O seu príncipe estava nos sonhos, no passado, no desejo. E o que se manifestava, cada vez mais freqüentemente, era o sapo, feio, incomunicável, irracional.

A transformação acontecia de forma progressiva, lenta e determinante.

Um dia qualquer João desapareceu. Maria sabia que era, mais uma vez, o sapo prevalecendo. O que ela não sabia é que aquela transformação seria a última.

Ele voltou sim. Mas voltou sapo. Não apresentava mais, nenhum indício de que o príncipe pudesse estar ali.
João voltara, somente para mostrar, que o príncipe tinha ficado no pântano.

Maria então abriu a porta e deixou o sapo partir.
Ela sabia que o príncipe estava lá e que estava indo junto.
Mas essa decisão, de ser príncipe ou sapo, de ficar ou ir, era só dele!!


Não vou comentar muito. Existem muitas reflexões a serem tiradas dessa história. 
Para mim, entre outras tão importantes quanto, fica:
o lema: Viva e deixe viver , 
o primeiro passo: Admitir-se impotente 
e uma reflexão sobre “desapego” 

Beijos e um feriado cheio de chocolates!! Feliz Páscoa!!

domingo, 17 de março de 2013

Agradecimentos


Muito feliz com a estatística de ontem.
O blog atingiu 1000 visualizações de página.

Quando iniciei este blog, em dezembro de 2011, não tinha noção da proporção do mesmo. Ingenuamente, imaginava que era como escrever num diário. Ninguém iria ler, ou no máximo, apenas aqueles que eu convidasse ou enviasse o arquivo.

Iniciei timidamente, com 3 escritos antigos que nada tinham a ver com o tema. E em seguida, comecei a postar minha experiência com os doze passos.
Cresci nesse aprendizado. Também cresci com esse blog.

Hoje tenho certeza que nada é por acaso, e em breve postarei algo explicitando isso. Sobre pensar no sofrimento de uma situação, e descobrir que esta situação acontece justamente por um motivo especial.

Percebi ao longo desses meses, uma demanda de leitores estrangeiros. Por isso, fui estudar algumas ferramentas do blogger, e fiz algumas alterações e inserções. Uma delas, visando este público, foi colocar a ferramenta do Google tradutor. Agora, os leitores estrangeiros, podem traduzir online, a página do blogger.

Feliz com o acompanhamento, em saber que consigo dividir e compartilhar este meu aprendizado, agradeço os leitores que me enviam emails, os amigos que compartilham comigo em off sobre esta experiência, os membros, e todos do meu circulo, por estarem comigo nesta experiência, que hoje percebo como simplesmente, maravilhosa!
Sem ela, não teria conhecido esse contato com o Poder Superior, não teria essa auto percepção e não estaria engajada, da forma que estou, nesta busca de querer melhorar, um dia de cada vez.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Exposição


Fui questionada em off, por algumas pessoas sobre minha exposição neste blog.
Por isso, resolvi postar este tema.

Como descrito no meu perfil, escrevo sem regras e sem critérios, escrevo pensamentos, sentimentos e experiências de vida. E me coloco neste blog, de maneira autentica ao momento que estou vivendo e sentindo. Não penso para escrever, simplesmente deixo minha alma colocar em palavras a descrição do meu momento.

E não considero isso uma exposição. Meu conceito de exposição é outro. É ter minha vida, minha intimidade, minha privacidade revelada, exposta, sem minha autorização. É ser traída por pessoas nas quais confiava. É descobrir que pessoas que conhecia há anos, não são quem eu pensava... enfim... a lista do meu conceito de exposição é infinita.

Escrevo porque gosto de escrever, e gosto de escrever assuntos do meu momento. O blog tem um objetivo: descrever e compartilhar minha experiência com os 12 passos. E nessa experiência, eu estou inteira. E não tenho qualquer motivo para me sentir exposta nesta experiência. Afinal, a experiência é minha e como a divido é de minha responsabilidade.

Sinto muito orgulho de mim mesma. Do que sou e do que faço. Nunca tive motivos para mudar de calçada ou para baixar a cabeça. E esta minha experiência é mais um motivo de orgulho, por isso a divido aqui.

Alem disso, gosto de saber que minhas experiências podem ajudar algumas pessoas.
Sei que a regra é: “pegue o que for bom para você, e deixe o resto”. Aqui neste blog é a mesma coisa. O que é bom para mim, pode não ser para outro, e vice versa. Por isso, sugiro que faça isso!

Apesar desse orgulho todo, cometo erros, tenho recaídas no meu aprendizado e ainda sei que estou longe de ser perfeita, mas busco melhorar um dia de cada vez.

Por fim, acredito ter conseguido resumir este tema sobre exposição.

Aos que me perguntaram como “anônimo” – espero que se sintam atendidos na resposta.

E obrigada por estarem comigo,

Beijooo by Bete Lima

quinta-feira, 7 de março de 2013

Sem palavras


Eu estou num momento em que não encontro palavras para simbolizar qualquer coisa (o que sinto, o quero, o que espero...)

É diferente de vazio – quando sentimos um nada.
É diferente de tristeza – quando sabemos o porquê estamos tristes.

É um momento confuso em que os pensamentos não se organizam e os sentimentos se misturam.
Fica tudo sem lógica e sem razão.

E as palavras não vêm.
E quando vêm, aparecem soltas e formam idéias desconexas.

A carta de Caio Fernando Abreu, escrita para Vera Antoun, descreve um pouco essa sensação:

“Não fique pensando em mim, não fique esperando nada de mim, não invente estórias. Eu preciso ficar sozinho algum tempo e deixar que naturalmente tudo se tranqüilize dentro de mim. Para então ver o que eu posso realmente dar a você ou a qualquer outra pessoa. No momento não tenho mesmo nada. Só coisas escuras. Prefiro guardar comigo.

Isso não tem nada a ver com a situação externa – local, pessoas
Porque se fosse externo, mudaria de local, procuraria a pessoa e tudo se resolveria. Simplesmente.
Isso é interno, complexo e indefinível.

Vander Lee, na composição “Onde Deus Possa Me Ouvir” também retrata um pouco essa sensação:

Sabe o que mais quero agora? Sair, chegar lá fora e encontrar alguém que não me dissesse nada e não me perguntasse nada também, que me oferecesse um colo, um ombro... Deixa eu chorar até cansar, Me leve pra qualquer lugar Aonde Deus possa me ouvir
Minha dor, eu não consigo compreender, eu quero algo pra beber... me deixe aqui, pode sair... “



Mas isso é só um momento...
que palavras não descrevem...
E que também passa!

Por ora, eu só tenho a certeza que preciso me concentrar na programação e no estudo dos passos e voltar com um post pertinente...
Desculpem-me...