Sem nunca usar crack, elas adoeceram por causa da droga
Filha, mãe e mulher de dependentes químicos, Isabella, Lusimar e Polyana personificam a doença que afeta os parentes dos usuários
Fernanda Aranda , iG São Paulo |
Na órbita da dependência química estão pais, mulheres, maridos, irmãos,
amigos e filhos. Pessoas que adoecem, mesmo sem estarem mapeadas pelas pesquisas
que quantificam usuários de drogas. A estimativa dos estudiosos é de que para
cada pessoa no alvo direto das drogas , são nove
afetados de forma secundária.
Só para o crack, em uma matemática simples, chega-se a 9 milhões de adoecidos. Isso porque, segundo levantamento da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o
Só para o crack, em uma matemática simples, chega-se a 9 milhões de adoecidos. Isso porque, segundo levantamento da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o
Isabella Moraes, 37 anos, Lusimar Alvares, 62 anos e Pollyana A.D, 35, são
exemplos de pacientes que adoeceram sem nunca terem usado o cachimbo. Em ordem,
são filha, mãe e mulher de usuários em recuperação, que acabaram deprimidas,
ansiosas e com dores crônicas, transtornos desencadeados pela dependência
química de seus entes queridos.
Segundo Carlos Ribaldo, presidente da Federação Brasileira Amor Exigente – entidade que reúne os mais de 50 grupos terapêuticos focados em familiares de dependentes químicos – não tratar e acolher esta população chamada “codependente” é errar duplamente:
“Primeiro, porque as famílias sofrem e acabam excluídas de um tratamento”, afirma Ribaldo. “Depois, e o mais importante, é que os familiares são peças decisivas na recuperação do dependente químico. Apoiar não significa ficar ao lado incondicionalmente, muitas vezes alimentando de forma inconsciente o comportamento compulsivo do dependente químico”, avalia.
“Não orientar as famílias é ajudar a manteros resultados ainda muito modestos (menos de 40%) de recuperação dos dependentes químicos.”
As três co-dependentes, depois que descobriram o que é ser codependente, confirmam a avaliação de Carlos Ribaldo. Em entrevista ao iG , contaram como mudaram de postura e sobreviveram à dependência química indireta.
Leia mais
“Me sentia tão sozinha e abandonada que acabei adoecendo também”
“Assumir que o filho é dependente químico é pior coisa para uma mãe”
“Me separei por amor e ainda acredito em um final feliz para a nossa história”
Segundo Carlos Ribaldo, presidente da Federação Brasileira Amor Exigente – entidade que reúne os mais de 50 grupos terapêuticos focados em familiares de dependentes químicos – não tratar e acolher esta população chamada “codependente” é errar duplamente:
“Primeiro, porque as famílias sofrem e acabam excluídas de um tratamento”, afirma Ribaldo. “Depois, e o mais importante, é que os familiares são peças decisivas na recuperação do dependente químico. Apoiar não significa ficar ao lado incondicionalmente, muitas vezes alimentando de forma inconsciente o comportamento compulsivo do dependente químico”, avalia.
“Não orientar as famílias é ajudar a manteros resultados ainda muito modestos (menos de 40%) de recuperação dos dependentes químicos.”
As três co-dependentes, depois que descobriram o que é ser codependente, confirmam a avaliação de Carlos Ribaldo. Em entrevista ao iG , contaram como mudaram de postura e sobreviveram à dependência química indireta.
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“Me sentia tão sozinha e abandonada que acabei adoecendo também”
“Assumir que o filho é dependente químico é pior coisa para uma mãe”
“Me separei por amor e ainda acredito em um final feliz para a nossa história”
Fonte:
http://saude.ig.com.br/minhasaude/2013-04-17/sem-nunca-usar-crack-elas-adoeceram-por-causa-da-droga.html
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