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quinta-feira, 7 de março de 2013

Sem palavras


Eu estou num momento em que não encontro palavras para simbolizar qualquer coisa (o que sinto, o quero, o que espero...)

É diferente de vazio – quando sentimos um nada.
É diferente de tristeza – quando sabemos o porquê estamos tristes.

É um momento confuso em que os pensamentos não se organizam e os sentimentos se misturam.
Fica tudo sem lógica e sem razão.

E as palavras não vêm.
E quando vêm, aparecem soltas e formam idéias desconexas.

A carta de Caio Fernando Abreu, escrita para Vera Antoun, descreve um pouco essa sensação:

“Não fique pensando em mim, não fique esperando nada de mim, não invente estórias. Eu preciso ficar sozinho algum tempo e deixar que naturalmente tudo se tranqüilize dentro de mim. Para então ver o que eu posso realmente dar a você ou a qualquer outra pessoa. No momento não tenho mesmo nada. Só coisas escuras. Prefiro guardar comigo.

Isso não tem nada a ver com a situação externa – local, pessoas
Porque se fosse externo, mudaria de local, procuraria a pessoa e tudo se resolveria. Simplesmente.
Isso é interno, complexo e indefinível.

Vander Lee, na composição “Onde Deus Possa Me Ouvir” também retrata um pouco essa sensação:

Sabe o que mais quero agora? Sair, chegar lá fora e encontrar alguém que não me dissesse nada e não me perguntasse nada também, que me oferecesse um colo, um ombro... Deixa eu chorar até cansar, Me leve pra qualquer lugar Aonde Deus possa me ouvir
Minha dor, eu não consigo compreender, eu quero algo pra beber... me deixe aqui, pode sair... “



Mas isso é só um momento...
que palavras não descrevem...
E que também passa!

Por ora, eu só tenho a certeza que preciso me concentrar na programação e no estudo dos passos e voltar com um post pertinente...
Desculpem-me...

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