O afastamento da sala, das reuniões
é uma recaída.
E a recaída como
codependente é muito parecida com a do adicto. No sentido emocional.
O
afastamento social. A reclusão. O medo. A vergonha. A culpa. E o pior de
tudo... a negação.
No inicio,
assim como os adictos, negamos. Criamos mil desculpas e justificativas para não
ir e para tantas outras atitudes e sentimentos..
E isso é
progressivo. Até chegar ao fundo do poço.
E nesse
abismo, eis que aparece uma luz, sinais positivos, que aos poucos, nos leva de
volta.
E a recuperação
se inicia.
Na impaciência
dessa doença, acreditava que bastava ler tudo, entender tudo e estaria
resolvido.
Por vezes, já
pensei: porque não temos uma clinica de recuperação
para nós? Uma espécie de tratamento intensivo. Choque emocional e definitivo.
Pura doença.
Nossa recuperação
também é semelhante a do adicto. É um dia de cada vez.
Não existe
clinica para nós.
O que temos é
nossa vontade, nossa fé, o nosso “voltar”.
Nossa
clinica é a sala, a programação, continuar voltando.
Viver só por
hoje e continuar...um passo de cada vez.

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