Compartilhando minha experiência no aprendizado da programação dos doze passos.
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Sentimentos
Eu estou lidando melhor com a vida do que ontem ou semana passada ou anos atrás.
Eu sei o que não funciona. E eu sei o que posso mudar.
Mas eu ainda tenho expectativas ... e isso talvez não seja bom ... pois as expectativas apenas premeditam decepções ...
mas as tenho e estou trabalhando nelas.
Sinto uma frustração comigo mesma, quando penso ser capaz de fazer algo, mesmo sabendo que eu não posso.
isso machuca.
Não importa quanto tempo eu tenho de vida
Eu sou vulnerável e imperfeita, pois sou humana.
E me preocupo com coisas das quais não tenho nenhum poder.
Mas me mantendo simples, e com a mente aberta, escutando e aprendendo, vou vivendo com calma...
SPH
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Carta aberta para um adolescente
Ninguém usa porque gosta!
Ou por solidão, tristeza, amargura,
ou por desespero, problemas,
ou até mesmo por seguir um outro que usa
Não faz bem.
Você se acostuma com a idéia que fica feliz, mas não fica.
Você perde o seu verdadeiro "eu"
e assume um novo caráter que está longe de ser o seu.
Maltrata a si próprio e aos que o ama
Torna-se egoísta, ao procurar dessa forma, apenas a sua felicidade
esquecendo que os outros também querem ser felizes
e não o são por sua causa
porque a sua vida tem "algum" significado para "alguem"
Você perde o seu raciocínio lógico
e faz com que "esse alguém" fique atordoado.
Consegue compreender?
ou é necessário que te implorem para parar de "tentar"ser feliz
e o seja naturalmente.
Tornou-se natural ver pessoas que "tentam"ser felizes,
mas quando essas pessoas ficam próximas e deixam de ser qualquer um
torna-se difícil observar como um mero espectador.
Percebe que você não é qualquer pessoa?
Você é ALGUÉM que "tentando"ser feliz destrói a felicidade dos que o ama.
Seja feliz! Sem "tentar". Apenas seja!
Escrita em 30/01/1987 por mim para um adolescente de 15anos (identidade preservada)
Hoje, 25 anos depois, sei que é uma pedido em vão.
Sei que a adicção é uma doença e que não se pede para um adicto mudar suas escolhas, pois além de não funcionar, tende a piorar.
Hoje eu trocaria o "tentar ser feliz" por "busca de prazer" - que na verdade, não muda o sentido do que eu pretendia dizer.
Hoje eu sei, que aqueles que amam um adicto, se não são felizes, é porque também sofrem de uma doença - dependência emocional, co-dependência...
Hoje, conhecendo a oração da serenidade, sei que existem coisas que não posso modificar (as escolhas do outro) e outras, que posso modificar (as minhas escolhas) .
E com essa carta aberta, refletida hoje, me flagro pensando em escrever sobre o primeiro passo "admitimos que éramos impotentes..." e não quero me restringir a um grupo específico, pois ao estudar os 12 passos, percebo uma amplitude da idéias para todas as esferas da vida.
Pedro Moraes Victor Filho - Consultor em dependência - retrata bem essa amplitude em http://adroga.casadia.org/recuperacao/12_passos_na_recuperacao.htm quando diz: "Admitimos que éramos impotentes perante o álcool/ adicção/ pessoas, que tínhamos perdido o domínio sobre nossas vidas."
Assim, fecho a iniciação do primeiro passo, interpretando a mensagem de Pedro M. V. Filho, de que somos impotentes diante de tudo que esteja fora de nós e que nosso único controle está em nós, sobre nós mesmos.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
O Primeiro Passo e a Fé
Nas reuniões dos 12 passos, passei a ter um contato diferente comigo mesma e com a minha fé.
Percebi que o que eu achava que era fé, era somente um mero pensamento superficial de acreditar em uma força superior, sem me envolver diretamente com aquele sentimento.
Ao me deparar com o primeiro passo: "Admitimos que somos impotentes..." percebia em mim, inicialmente, uma sensação de desconforto. Era muito ruim admitir ser impotente.
Mas depois, lendo, ouvindo partilhas, refletindo... comecei a ter uma sensação de alívio. Porque ao admitir que sou impotente diante das pessoas, das coisas... , e ao mesmo tempo, exercitando minha fé e acreditando em um poder superior, eu estou transferindo para esse Poder Superior, uma responsabilidade que eu tinha como minha.
Dessa forma, a sensação que inicialmente era de desconforto, passa a ser de alívio. Porque me conscientizo que nem tudo está sob meu controle. e que essa tarefa, de ser responsável por tudo não é minha.
Preciso me lembrar, todos os dias, que não sou Deus,
preciso me lembrar, todos os dias, que sou impotente e que não tenho o controle das coisas nas minhas mãos,
Preciso me lembrar que só tenho o controle sobre mim mesma (e olhe lá... rs)!
Preciso! Porque o resultado dessa consciência é o alívio. É uma relação direta com Deus! E essa, é a verdadeira fé!
O sentimento de que comando a minha vida, sob a proteção de um Ser Superior, e Este, cuida das outras coisas.
E assim, eu consigo dar um passo para o segundo passo: "Acreditar que um Poder Superior a mim mesma pode me devolve a sanidade" e a tranquilidade, e o alívio de viver um dia de cada vez... dando um passo de cada vez!
Obrigada!
sábado, 31 de dezembro de 2011
Paciencia
Meses atrás, eu não poderia estar escrevendo aqui... na verdade nem poderia ter criado esse blog.
A impaciência me impedia de iniciar e realizar muitas coisas.
Eu queria tudo muito rápido... Quando eu pensava, já queria que o pensamento se tornasse realidade. Como mágica.
E isso ocorria em qualquer esfera da minha vida.
Frequentando as reuniões dos 12 passos, me dei conta disso e me conscientizei que ser impaciente era o que me causava muita ansiedade, me impedia de agir... porque qualquer situação nova que eu projetava, me barrava na impaciência da demora e/ou espera pelo processo.
Hoje, me dediquei a pesquisar e estudar sobre o mundo blog... nossa! como mudei! Me peguei várias vezes ansiosa, querendo saber tudo e fazer tudo muito rapidamente.
Mas navegando no site http://www.dicasblogger.com.br/ - vivenciei uma espécie de treinamento de paciência - um tópico te direciona a outro, que te direciona a outro... e parece que não tem fim. E foi nesse momento de leitura que percebi a impaciência chegando... e, ao mesmo tempo, eu a vencendo.
Sim! Venci a impaciência e continuei lendo, pesquisando, buscando até conseguir entender e realizar algo.
A paciência traz serenidade, evita ou diminui a ansiedade, contribui para eu desejar e iniciar um projeto.
"Paciência não é uma questão de ter as coisas do meu jeito. É uma questão de se render, aceitando o que acontece e acreditando num poder maior para me dar o que preciso , no momento em que preciso." (CEFE)
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Motivos
Ja faz algum tempo que eu pensava em criar um blog.
Os quatro primeiros escritos que publiquei aqui, são antigos, e não são o foco do meu blog. Eu os usei somente para iniciar, treinar... e criar coragem... hehehe
Mas sao meus. Escritos em épocas e momentos diferentes da minha vida.
O que eu pretendo escrever nesse espaço... é a minha experiencia na prática dos 12 passos.
Faz pouco mais de 30 dias que ingressei em um grupo de 12 passos, e iniciei minha jornada na leitura desta literatura.
E nesses 30 e poucos dias, ansiosa como sou, tento devorar a literatura e internalizar com a intençao de provocar mudanças... e quanto mais leio, mais descubro que nao adianta ter pressa, que uma leitura se relaciona com outra, e que um passo deve ser dado... um de cada vez!
Pretendo nao ter pressa!
E dividir aqui minha experiencia, minhas descobertas e minhas conquistas.
bjs a todos!
Os quatro primeiros escritos que publiquei aqui, são antigos, e não são o foco do meu blog. Eu os usei somente para iniciar, treinar... e criar coragem... hehehe
Mas sao meus. Escritos em épocas e momentos diferentes da minha vida.
O que eu pretendo escrever nesse espaço... é a minha experiencia na prática dos 12 passos.
Faz pouco mais de 30 dias que ingressei em um grupo de 12 passos, e iniciei minha jornada na leitura desta literatura.
E nesses 30 e poucos dias, ansiosa como sou, tento devorar a literatura e internalizar com a intençao de provocar mudanças... e quanto mais leio, mais descubro que nao adianta ter pressa, que uma leitura se relaciona com outra, e que um passo deve ser dado... um de cada vez!
E dividir aqui minha experiencia, minhas descobertas e minhas conquistas.
bjs a todos!
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Descobertas intermináveis
O Tempo passa... e nessa passagem, vou me descobrindo a cada dia.
Hoje, com percepçoes mais apuradas de tudo, da vida, das pessoas e de mim, sinto mais facilidade na forma de ver e entender tudo.
Por isso,
Sou Feliz... por persistir naquilo que acredito, e por saber identificar o momento de desistir.
Sou Serena... por ter paciência quando a ansiedade bate, e por encontrar alternativas quando a paciência não basta.
Sou Tranqüila... quando o mundo parece estar acabando, porque o mundo é maior do que aquilo que percebemos ou sentimos.
Sou Satisfeita... por encontrar respostas, mesmo quando parece que elas não existem ou não satisfazem.
Sou Determinada... a ser determinada!
Realista... sem ser pessimista.
Otimista... sem perder o sentido da realidade.
Verdadeira... mesmo quando o momento pede pra não ser.
Intensa... pela própria razão de ser.
Incógnita... por apresentar os 2 lados...
Presente... mesmo quando pareço não estar.
Preocupada... com as peças que não se encaixam.
Realizada... pelas escolhas que fiz e que ainda farei.
HUMANA... pelas qualidades e defeitos;
por errar e acertar;
pela busca interminável de motivos que me façam acreditar que tudo vale a pena...
que tudo tem sua razão de ser.
Enfim, sou lenta por insistir em acreditar e manter tudo isso que acredito,
Realizada... pelas escolhas que fiz e que ainda farei.
HUMANA... pelas qualidades e defeitos;
por errar e acertar;
pela busca interminável de motivos que me façam acreditar que tudo vale a pena...
que tudo tem sua razão de ser.
Enfim, sou lenta por insistir em acreditar e manter tudo isso que acredito,
Mas sou rápida também, nas decisões e ações, quando tudo deixa de ter o mesmo significado.
Amor
Que sentimento é esse??
Não estou falando de amor universal, bíblico, fraternal...
Mas do amor homem/mulher... Desejo! Espírito! Corpo! Duas vidas em uma só!!
Existe?
Os que dizem que não e aqueles que não acreditam mais...
Ou sofreram uma grande decepção e ficaram bloqueados para uma nova entrega,
Ou estão presos a valores morais que nos impõem desde a primeira infância...
Presos à preconceitos provenientes dos valores morais....
Presos ao julgamento do próprio Superego... que continua sobrepondo os valores morais em detrimento dos valores emocionais.
E por que preciso me prender a definicições, para dizer que amo!
Posso amar por um instante, um sorriso!
Posso amar um corpo! Por um dia.
Posso amar uma alma! Por uma eternidade.
Posso amar cada coisa isolada, como várias coisas simultaneamente...
O amor pode ser fragmentado... que ainda assim, será pleno e completo...
Não se ama mais ou menos...
Se amar um sorriso, estou amando plenamente...
Aquilo que não amo, não diminui aquilo que amo!!
A dúvida?
É medo...
Da entrega. Do abandono após a entrega.
Da perda após a conquista.
Do julgamento próprio baseado em preconceitos definidos pelos valores morais
Do julgamento social.
Da busca pela perfeição, como se fosse possível.
Então um defeito, prejudica o amor?
Na ausência desses sentimentos, não existiriam dúvidas....
E existiria apenas o amor!
Que seria complementado por outros sentimentos... ou não!
O importante, é estar atento, o quanto ficamos bem!
O quanto estes sentimentos complementares que faltam, nos incomodam....
E o quanto, os preconceitos, os valores morais, e os sentimentos limitadores, nos impedem de amar... e ser feliz plenamente!!!
escrita em 21/02/2008
Enquadramento social
Talvez seja um misto de desabafo, com um pouco de auto-apresentação,
e talvez, até um pouco de esclarecimentos.
Penso que a maioria das pessoas sofre por buscar padrões (nos outros e em si mesmos),
Penso que a maioria das pessoas sofre por buscar padrões (nos outros e em si mesmos),
por tentar se enquadrar neles, por procurar este enquadramento no outro.
Assim, deixamos de ser nós mesmos, e por isso sofremos.
Mas se saímos dessa busca de padrões, sofremos do mesmo jeito,
pois somos cobrados por não nos enquadrarmos, por sermos diferentes,
expurgados ou até desacreditados.
Passamos uma vida “desenquadrados” (não sei se esse é o termo),
tentando sermos nós mesmos, independente dos padrões, das cobranças, do esperado.
Claro! Não se consegue isso plenamente. De uma forma ou de outra,
mesmo “desenquadrados”, acabamos nos enquadrando em uma ou outra situação.
O que escapa, desse desenquadramento todo, é a essência.
mesmo “desenquadrados”, acabamos nos enquadrando em uma ou outra situação.
O que escapa, desse desenquadramento todo, é a essência.
Aquilo que, por mais que tentemos, continua.
É o que se é.
Nos enquadrando nos agredimos e, por isso, sofremos.
Se não nos enquadramos, sofremos pela não aceitação, pela descrença, pela ironia.
Então... temos escolha?
escrita em 04/04/2008
O que eu vou ser quando crescer...
Na disciplina de Psicologia do Capital Intelectual do curso Latu sensu em Psicologia Organizacional, que fiz em entre 2008 e 2009 foi solicitado essa redação. Eis o que ficou:
A liberdade me fascina.
A novidade me fascina.
Tudo que deixa a rotina para trás, me soa como interessante e se faz necessária como fonte motivadora de vida.
Por isso, o encanto com os filmes da série “B.J.” e a vontade intensa de ser como aquelas caminhoneiras.
Sim, eu pensava e desejava: um dia, serei caminhoneira.
Outrora, flagrava-me invejando profissionais circenses e desejando ser um deles.
No bairro onde morei quase toda a minha infância, pelo menos uma vez por ano, aparecia um circo que ficava no bairro por mais ou menos três meses. E lá, da rua, de longe, eu ficava espiando a forma de vida deles durante o dia, fora do palco.
Em um outro momento, me vi interessada e curiosa sobre a vida cigana. E mais, admirada com a forma de vida que levavam.
Caminhoreira. Circence. Cigana. Três formas de vida que me encantavam. Nessa época, não tinha relação com a profissão, mas com a forma de vida.
Enfim, o meu desejo do que eu vou ser quando crescer, tem relação com a liberdade, com a novidade e com a ausência de rotina.
Hoje eu percebo essa relação como motivo do meu encantamento pelas três atividades que ficaram tão distantes da minha forma de vida atual.
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