Eu estou num momento em que não encontro palavras para simbolizar
qualquer coisa (o que sinto, o quero, o que espero...)
É diferente de vazio – quando sentimos um nada.
É diferente de tristeza – quando sabemos o porquê estamos tristes.
É um momento confuso em que os pensamentos não se organizam e os
sentimentos se misturam.
Fica tudo sem lógica e sem razão.
E as palavras não vêm.
E quando vêm, aparecem soltas e formam idéias desconexas.
A carta de Caio Fernando Abreu, escrita para Vera Antoun, descreve um pouco
essa sensação:
“Não fique pensando em mim, não fique esperando
nada de mim, não invente estórias. Eu preciso ficar sozinho algum tempo e
deixar que naturalmente tudo se tranqüilize dentro de mim. Para então ver o que
eu posso realmente dar a você ou a qualquer outra pessoa. No momento não tenho
mesmo nada. Só coisas escuras. Prefiro guardar comigo.”
Isso não tem nada a ver com a situação externa – local, pessoas
Porque se fosse externo, mudaria de local, procuraria a pessoa e tudo se
resolveria. Simplesmente.
Isso é interno, complexo e indefinível.
Vander Lee, na composição “Onde Deus Possa Me Ouvir” também retrata um
pouco essa sensação:
“Sabe o que mais quero
agora? Sair, chegar lá fora e encontrar alguém que não me dissesse nada e não
me perguntasse nada também, que me oferecesse um colo, um ombro... Deixa eu
chorar até cansar, Me leve pra qualquer lugar Aonde Deus possa me ouvir
Minha dor, eu não consigo compreender, eu quero algo pra beber... me deixe aqui, pode sair... “
Minha dor, eu não consigo compreender, eu quero algo pra beber... me deixe aqui, pode sair... “
Mas isso é só um momento...
que palavras não descrevem...
E que também passa!
Por ora, eu só tenho a certeza que preciso me concentrar na programação e no estudo dos passos e voltar com um post pertinente...
Desculpem-me...








