Um tempo atrás fiz o desligamento. Pelo menos pensei
que estivesse fazendo. Nessa época ainda muito crua no estudo dos doze passos, fiz
errado.
Embora tenha publicado tantos posts a respeito de
desligamento, ainda estou longe de praticá-lo na integra como deveria.
Distanciar-se fisicamente não significa desligar-se.
Alem disso, não o fiz no formato de “entregar”
Já se passou algum tempo. E hoje tenho esta consciência
que ainda não sei praticar o desligamento.
Pois, teorizar é diferente de praticar.
E até agora, o que tenho feito, é teorizar.
Não que eu não tente. Não que eu não peça ajuda. É que
de fato, é muito difícil.
Em razão desse desligamento mal feito, o jogo
continuava.
E o jogo, quando não anda pro gol, cansa.
Quando não tem pareamento, perde o sentido.
Quando não se define o que se está competindo, o
melhor mesmo é retirar-se de campo.
Por essa razão decido sair do jogo.
Não se trata de uma desistência.
É apenas um apito de encerramento.
Normal quando o jogo não dá mais e não visa nada.
De certa forma, o apito de encerramento me traz um
alivio momentâneo.
Acredito que este alivio transborda para a platéia,
para os torcedores (contra ou a favor).
Porque, quem gosta de assistir um jogo, em que a bola
fica passando de um pé para o outro... sem ir para qualquer outro lugar?
Todos querem dar um grito de gol.
É frustrante o sufoco do grito de gol, quando a bola
bate na trave...
Mas, mais frustrante ainda... é quando essa bola, nem
chega na direção da trave.
Às vezes, um jogador se retira e o outro continua
jogando.
Mas uma hora, perceberá que não tem graça jogar
sozinho...
E então, o jogo estará definitivamente encerrado.
Por ora, só tenho a certeza que eu apito o fim do jogo
e saio dele.
Somente assim, posso me ocupar de pensar em novas
partidas e novas vitórias e, finalmente, pensar em jogar na direção do gol!

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