Páginas

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Saindo do jogo



Um tempo atrás fiz o desligamento. Pelo menos pensei que estivesse fazendo. Nessa época ainda muito crua no estudo dos doze passos, fiz errado.

Embora tenha publicado tantos posts a respeito de desligamento, ainda estou longe de praticá-lo na integra como deveria.

Distanciar-se fisicamente não significa desligar-se.
Alem disso, não o fiz no formato de “entregar”

Já se passou algum tempo. E hoje tenho esta consciência que ainda não sei praticar o desligamento.
Pois, teorizar é diferente de praticar.

E até agora, o que tenho feito, é teorizar.
Não que eu não tente. Não que eu não peça ajuda. É que de fato, é muito difícil.

Em razão desse desligamento mal feito, o jogo continuava.
E o jogo, quando não anda pro gol, cansa.
Quando não tem pareamento, perde o sentido.
Quando não se define o que se está competindo, o melhor mesmo é retirar-se de campo.

Por essa razão decido sair do jogo.
Não se trata de uma desistência.
É apenas um apito de encerramento.
Normal quando o jogo não dá mais e não visa nada.

De certa forma, o apito de encerramento me traz um alivio momentâneo.
Acredito que este alivio transborda para a platéia, para os torcedores (contra ou a favor).
Porque, quem gosta de assistir um jogo, em que a bola fica passando de um pé para o outro... sem ir para qualquer outro lugar?
Todos querem dar um grito de gol.
É frustrante o sufoco do grito de gol, quando a bola bate na trave...
Mas, mais frustrante ainda... é quando essa bola, nem chega na direção da trave.

Às vezes, um jogador se retira e o outro continua jogando.
Mas uma hora, perceberá que não tem graça jogar sozinho...
E então, o jogo estará definitivamente encerrado.

Por ora, só tenho a certeza que eu apito o fim do jogo e saio dele.
Somente assim, posso me ocupar de pensar em novas partidas e novas vitórias e, finalmente, pensar em jogar na direção do gol!


Nenhum comentário:

Postar um comentário

A sua opiniao é muito valiosa!