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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Um passo... Um salto!

Outro dia, a partir de um conversa específica, chegamos a esse exemplo do meu blog (ou minha forma de viver a vida).

Foi feito uma comparação entre ‘dar um passo de cada vez’ e ‘saltar de para quedas’.
Dois extremos no contexto da conversa.
Sendo que um passo de cada vez estava sendo comparado ao fato de “passar pela vida” e que, por isso, o melhor mesmo seria saltar de para quedas, porque mesmo que se machucasse ainda assim seria melhor sentir-se vivendo, e não sobrevivendo.

Enfim.

Penso que seja uma forma de interpretação e da escolha que cada um faz de como viver. Ou até mesmo a forma de como “sabe” viver,
Inicialmente, quando criei o blog... pensava pura e simplesmente nos doze passos... e eu, como era muito impaciente, me propus a treinar a paciência e estudar, amadurecer um passo de cada vez, sem pressa ou sobressaltos. Da forma como se dá o processo da vida. A gente nasce, aprende engatinhar, andar, falar... e por ai vai... cada coisa no seu momento, e no momento de cada um.

Hoje, não vejo ‘um passo de cada vez’ apenas na aplicação dos doze passos. Mas vejo, em todo o meu processo de viver.

Já saltei de para quedas no sentido figurado.
Já mergulhei profundamente sem conhecer as águas onde estava entrando.

Não foi de todo ruim.
Tudo tem seu lado bom.

Mas hoje, minha escolha é pisar na areia, sentir a água, sentir a profundidade, para depois, mergulhar profundamente.
E esse mergulho é diferente de saltar de para quedas.
Não tenho vontade disso. Muito menos necessidade.

Sinto-me viva sim, dando um passo de cada vez, no meu ritmo e no meu tempo.

E o que tenho aprendido é que cada um tem o seu ritmo e o seu tempo... e que sendo diferente ou não do meu, é o tempo de cada um... e isso, não posso modificar, só aceitar!

domingo, 11 de agosto de 2013

Só por hoje

Voltando de uma reunião.
Atípica (por ser de serviço) e ainda cheguei atrasada.
Mesmo assim... Que paz!
É por isso que continuo voltando.
Estar e participar dessas reuniões, para mim, posso equiparar a um SPA espiritual.
Volto renovada, ‘reespiritualizada’, em paz comigo e com a vida!
Sempre tem um motivo, um sentimento ou algo que me mobiliza.
Encontrar os novos, ouvi-los e participar do seu ingresso é indescritível.
Sou grata por ter conhecido e por participar deste grupo.
O aprendizado, as novas sensações e a nova forma de ver a mim mesma e tudo a minha volta renovou-se, transformou-se.
Sinto-me uma pessoa nova a cada dia.

Pausa

Comecei a escrever esta postagem às 22hs do dia 10.
Parei por um motivo muito especial
E só agora, estou retomando... Quase 3hs da manha.

Ia desistir dela... mas decidi compartilhar, afinal me propus a escrever minha experiência e meus sentimentos...

Bom...
Só posso finalizar com a seguinte certeza.
Meu dia começou bem, dormi bem e acordei bem.
Passei uma tarde maravilhosa com a visita dos meus pais.
Fiz academia a tarde.
À noite fui nesta reunião (inicio de minha postagem)
E por fim, parei por este motivo especial.

E só posso dizer... que quando estamos bem, tudo fica bem.
E se estamos bem, somente coisas boas nos acontecem...

E por isso, só tenho a agradecer...
E só posso desejar continuar bem... só por hoje e um dia de cada vez!

Com muita alegria que tenho em meu coração hoje, desejo um lindo domingo e um maravilhoso dia dos pais!!


domingo, 4 de agosto de 2013

Verdade

Sempre que penso em escrever algo, procuro pesquisar o termo principal do meu tema.

Eu passei uma semana muito angustiada por conta de uma “verdade”.
Eu não vivenciava uma situação de mentir, estava apenas omitindo.
Mas a verdade é tão mais do que o oposto da mentira.
Mentir é muito ruim. Mas omitir, dependendo do contexto, não fica atrás.
É querer falar e não saber como.
É ter medo do que “aquela verdade” possa gerar.

Odeio mentiras. Prefiro a verdade por mais que doa.
E a minha verdade, diferentemente do que li em minha pesquisa, não é no sentido filosófico, mas sim, no fato de relatar uma situação real.
E esse era o problema. Tirava-me a paz e me gerava culpa.
Roubava-me a alegria e me levava a um profundo abismo.

Mas abismo por abismo... melhor a dor da verdade. Porque na mentira ou na omissão, o abismo é bem mais obscuro.

E nessa minha forma de pensar e agir, sempre comprovo minhas teorias e crenças.

Falei.
E falei a verdade.
Com cuidado, sem saber o que esperaria...

E o resultado me mostrou que essa é a melhor forma de encarar a vida, o mundo, e a nós mesmos.

Não sei ao certo o que terei dessa verdade.
A certeza que tenho é que estou leve, em paz e tranquila.
E isso é mais importante. Esse sentimento é mais forte do que qualquer outro que a mentira ou a omissão poderia me trazer.
E mais uma vez, volto a viver um momento de serenidade.
Por isso, só tenho a agradecer...


segunda-feira, 29 de julho de 2013

Serenidade

É um momento precioso.
Não tem tristeza, mas também não é alegria...
É uma paz interna inexplicável e muito gostosa de sentir.
É como estar de bem com a vida, com tudo e com todos...

Como se nenhuma lembrança ruim pudesse vir...
E nenhuma lembrança boa pudesse trazer a euforia

É o meio, o equilíbrio entre os opostos
Como se nada fosse te afetar...
De certa forma, eu diria que é como ter um contato com Deus
Porque uma sensação como esta, é simplesmente divina.

As dores vividas não machucam
A saudade do que foi bom, não dói
O sonho que não realizei ainda, não frustra
O apego material perde o sentido
A esperança é grande
É como deixar de ser corpo para ser alma

E minhas imperfeições ficam pequenas
Minhas batalhas perdidas não pesam tanto
E o que sobra... é pureza! Doçura!

É um estado de espírito que eu peço a Deus para me manter sempre...
Torna-me grande, mesmo sendo pequena
Torna-me maravilhosa, mesmo com todos os defeitos

É amor
É paz
É compaixão
E é maravilhoso.

Agradeço a Deus por estar num momento assim
E peço que me favoreça, em mais momentos da minha vida, com tamanha paz de espírito.
e que todos... possam ter o privilégio de sentir-se assim....

Só por hoje!

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Par ou Impar

Quando penso em mim e em um Par, primeiramente me vem o sentido como um ser Ímpar.

Impar como único, singular, “que não tem igual”.

E na matemática, todo e qualquer número ímpar em sua soma, terá um resultado par.

Se em nossa essência somos únicos e na matemática toda soma de ímpares nós dá um resultado em pares, poderíamos concluir que é muito simples formarmos Pares.

Eis a questão – por que não é?

Somos, cada um de nós, ímpares, seres que pode tomar qualquer decisão, qualquer caminho a seguir, às vezes certo, outras vezes não. As personalidades são ímpares, cada um com seus hábitos, perspectivas e desejos. O que Deus colocou no homem é o que o torna assim, mas esse estranho ímpar é o que leva o homem a ser responsável por suas atitudes, ser individual.

Será que no egocentrismo de nossa singularidade, não nos damos conta da soma com outra singularidade que resultaria em um par?

Ou será que estamos querendo sempre mais?...

O fato, é que os pares humanos não são da mesma simplicidade que os pares matemáticos.

E que se temos 1 + 1 = 2, o mesmo não se aplica a [um ser + um ser = um par]. Pois em nossa individualidade, [um ser + um ser = dois seres] que deveria ser um par, mas não necessariamente o é. Porque cada ser continuará tendo a sua singularidade e isso, talvez seja o mais complexo de se compreender.

Então... falar de relações humanas, não é tão simples ou lógico como falar de matemática.
Somos humanos e somos impares, e por isso, complexos.
E uma das formas de minimizarmos essa complexidade toda seria nos atentarmos a essência do amor (em sua forma mais sublime)

E uma das maneiras que vejo nessa prática é o fato de ter aprendido a respeitar o meu próprio espaço sem invadir o espaço do outro.

E se consigo amar, e deixar ir, consigo manter a minha unicidade e a do outro.
Consigo amar de forma impar, mesmo sem formar o par.

sábado, 20 de julho de 2013

Segunda chance

Em algumas situações eu pensava que se tivéssemos uma segunda chance tudo seria diferente.
Mas já passei por situações em que não tive a segunda chance e sobrevivi.
Também passei por situações em que tive e dei a segunda, a terceira, a quarta chance... e nada mudou com relação a “primeira chance”.

O fato é justamente esse. A vida continua. O tempo corre. E vivemos o que temos de viver no momento em que vivemos.
Essa coisa de segunda chance... é como se pudéssemos tentar consertar algo que não deu certo, ou como se quiséssemos voltar atrás para fazer algo que poderíamos ter feito (ou não fazer algo que não deveríamos ter feito).

E penso que a vida, talvez, seja como o rio. Corre sem parar. Posso nadar e tentar recuperar aquilo que passou ou posso deixar ir.
Isso é o momento passando na nossa frente.
Segunda chance teria o significado de eu deixar passar... e ficar torcendo para que o mesmo objeto passe novamente pelo rio, porque decidi então, pegar da próxima vez.

Acredito que as segundas chances acontecem sim em nossas vidas. Mas como forma de acasos e, de certa forma, acaba sendo um momento novo, mesmo que pareça um retrocesso de segunda chance.

E não lembro em minha vida, nenhuma “segunda chance” que eu tenha dado a alguma situação ou a mim mesma que tenha funcionado.

E se o rio passa rápido, eu preciso ser rápida na decisão de pegar ou não o objeto.
Se eu pegar, posso não gostar e soltar no rio novamente.
Se eu não pegar, nunca saberei se perdi a chance.

E nessa analogia com a vida, entendo agora, que devo ser rápida nas minhas decisões. Dar o passo inicial para conhecer o que quero conhecer. Se não for bom, solto e continuo. Se for bom, aproveitei minha chance.

Se decidir deixar ir... já foi. E não voltará mais. Se voltar não será a mesma coisa. Posso ter a ilusão de que pareça ser, mas não será.


Por isso, o dia de hoje, e exatamente este momento, é o mais importante de minha vida.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Aceitação

Hoje, após algumas 24 horas de estudo dos 12 passos, reconheço imediatamente quando me deparo com alguém tentando me modificar. Não desenvolvo nenhum sentimento negativo, sinto apenas compaixão.

É impossível agradar a todos. Sempre terá alguém para te criticar. Por isso, se gostamos de ser quem somos o resto não importa.

A aceitação é uma prática muito difícil. E essa dificuldade é dos dois lados (aceitar ou ser aceita).

Nossa língua portuguesa é realmente bem complicada.
Se pesquisarmos no dicionário, um dos significados de aceitação é aprovação.
No contexto dos 12 passos, quando falamos em aceitação não estamos dizendo que aprovamos isto ou aquilo. Simplesmente, estamos nos colocando numa condição de impotentes diante daquilo que foge do nosso controle.
Aprovação é concordância e cumplicidade.
Aceitação é reconhecer que somos incapazes de modificar aquilo que está fora de nossa alçada.

Ter essa consciência é uma experiência de crescimento. Causa mudanças em nós mesmos, na forma como reagimos diante daquilo que não aprovamos. Causa mudanças em nossos sentimentos e a opinião do outro a respeito de nos mesmos e de nossas atitudes deixa de nos incomodar.

Aceitar as pessoas como elas são e não como quero que sejam, é um aprendizado difícil para muitos.
E isso não significa que tenhamos que aceitar um comportamento inadequado. Afinal, podemos escolher não nos relacionarmos com quem nos atinge de maneira nociva.
E se escolhemos nos relacionar, aceitar é respeitar o outro como ele é. E ser aceito, é ser respeitado como se é.

O resultado disso é viver a vida de maneira leve, um dia de cada vez, na paz e serenidade.


quinta-feira, 4 de julho de 2013

LIMITES

Precisamos aprender e nos treinar a autorizar-nos a ter limites, para tudo o que consideramos que seja razoável.

Então, como descobrir os nossos limites?

Em primeiro lugar, é improvável que os nossos limites sejam bem sucedidos se forem:

·        Focados em mudar o outro
·        Baseados no ressentimento ou raiva
·        Limitados a prazos

Uma das razões pela qual estes não funcionam é que o outro pode sempre fazer alguma reclamação sobre seus limites. Por exemplo, argumentando que você está sendo arbitrário ou cruel.
Outra razão, é que, quando focamos em mudar o outro, além de não estabelecermos limites, estaremos invadindo território impróprio. O que, com certeza, gerará uma grande frustração para todos.
E toda ação ou reação movida a grandes emoções (principalmente as negativas) não trazem bons resultados.
E quanto a prazos – os limites são limites – e estes não tem data de validade.

Não estabelecer limites permite que o outro jogue ou manipule.

Então quais são as bases de bons limites?

Meu aprendizado sugere que as fronteiras serão bem sucedidas se forem:
·        Focadas em minhas próprias necessidades e valores
·        Uma expressão de amor-próprio e auto cuidado
·        Sejam compassivos, mas realistas.

Se delimitarmos nossa área de acordo com o que escolhemos para nós, ficaremos mais firmes e mais seguros quanto a nossa decisão.
Colocando sentimentos positivos e não perdendo de vista a nós próprios, não perderemos o foco do nosso objetivo.
E ser compassivo, é ser humano sem perder o sentido da realidade ao que nos propomos.

Levamos um tempo para aprender a andar.
Com muito queda e muito treino, aprendemos.

E em tudo é assim. Por isso, focamos primeiro as primeiras coisas.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Perdoar... Esquecer?

Precisamos nos treinar a não nos sentirmos culpados. E também não culpar.
Somos muito humanos. Isso é tudo.

Quando alguém faz coisas que nos machucam, existe todo um contexto. Não justifica. No entanto, nós só precisamos nos ocupar com a forma com que recebemos essa dor. É tudo que nos compete.

O que está feito está feito. E se não podemos voltar a viver tudo novamente para mudar isso, só podemos consertar as coisas dentro de nós, coisas que realmente podem ser melhoradas para a nossa própria saúde e bem-estar.

Todos nós passamos por experiências ruins.
Podemos nos sentir idiotas, podemos sentir raiva e podemos chorar durante todo o dia...
Mas nada acontecerá que nos faça voltar no tempo.

Nós vivemos o aqui e agora e esse é o momento mais importante para nossa reforma pessoal, para nos tornarmos melhores.
Para isso, é importante treinar e praticar sempre o desapego.

Tentamos passar para o outro, as coisas boas da vida, de acordo com nosso ponto de vista. Mas o outro tem e faz suas escolhas. E nós, temos que respeitar e nos ocuparmos em construir a nossa própria segurança para que o outro não nos roube a nossa serenidade.

Não é fácil, mas em vez de lutar contra o outro, temos que tentar (re) construir a nossa própria vida.
Pois, a meu ver, é melhor viver intensamente o presente olhando para frente do que lutar contra a história.

E assim vou seguindo. Tenho melhorado um pouco, mas o processo é lento.
Sei que preciso ter paciência e entregar ao Poder Superior.

A vida vai acontecendo... e é a forma como nós respondemos a ela que importa.
Quando falo no meu Poder Superior, me refiro a Deus, mas acredito que qualquer pessoa pode ter uma recuperação sem acreditar em Deus, contanto que não pense e não tente controlar tudo.

Mas quer gostemos ou não, se precisamos de recuperação, precisamos!
Só temos que aprender a aceitar a vida como ela é e não como gostaríamos que tivesse sido, ou deveria ser.
Quando fazemos isso, ganhamos paz e serenidade e tomamos as melhores decisões com base em princípios sólidos, compreensão, consciência e compaixão.


E é com base nessa prática, um dia de cada vez, que conseguimos perdoar e desligar-se da mágoa. Não necessariamente esquecer!

sábado, 22 de junho de 2013

Refletindo sobre os Doze Passos

Nar-anon ou um grupo de doze passos faz-nos concentrarmos mais em nós mesmos...

Os passos começam a nos influenciar quando temos certeza de que estamos seguros e bem e quando percebemos que não podemos consertar o outro. Passamos a ter certeza que tentar fazer isso só vai nos levar à frustração e conflito.

As soluções vêm quando percebemos claramente sobre o que somos e não somos responsáveis.  
E quando percebemos que o universo (Deus) tem as respostas.

A resposta é simples: não se perder a si mesmo e não deixar que as fortes oscilações (nossas ou do meio) possam nos afetar.
E enquanto estivermos dispostos a ser honestos, conseguimos ficar bem.

As etapas e os doze passos continuam sendo uma forma de ficar melhor.
O que eu tive que aprender foi a diferença entre a minha parte e a parte do outro na coisa toda.
Enquanto eu não percebia isso, ficava atormentada.

E começar por admitir que somos impotentes perante o outro é o primeiro passo.
Em seguida, reconhecer que tentar controlar ou modificar o outro coloca nossa vida fora do equilíbrio é a essência do Passo Dois, assim como, reconhecer que precisamos de um Poder Superior para ajudar-nos a encontrar o equilíbrio novamente.
No Passo Três começamos a nos concentrar no que é bom em nossa vida, para perceber que há boas coisas sobre as quais podemos reconstruir nossa vida.

E o que fica é a gratidão por essas coisas, apesar de não negarmos a dor. E podemos oferecer tudo, bom e mau, para um Poder Superior em quem podemos confiar.  

São apenas alguns pensamentos do dia.

E seja lá o que eu fizer, sei que não estarei sozinha.