Mas já passei por
situações em que não tive a segunda chance e sobrevivi.
Também passei por
situações em que tive e dei a segunda, a terceira, a quarta chance... e nada
mudou com relação a “primeira chance”.
O fato é justamente
esse. A vida continua. O tempo corre. E vivemos o que temos de viver no momento
em que vivemos.
Essa coisa de
segunda chance... é como se pudéssemos tentar consertar algo que não deu certo,
ou como se quiséssemos voltar atrás para fazer algo que poderíamos ter feito
(ou não fazer algo que não deveríamos ter feito).
E penso que a vida,
talvez, seja como o rio. Corre sem parar. Posso nadar e tentar recuperar aquilo
que passou ou posso deixar ir.
Isso é o momento
passando na nossa frente.
Segunda chance
teria o significado de eu deixar passar... e ficar torcendo para que o mesmo
objeto passe novamente pelo rio, porque decidi então, pegar da próxima vez.
Acredito que as
segundas chances acontecem sim em nossas vidas. Mas como forma de acasos e, de
certa forma, acaba sendo um momento novo, mesmo que pareça um retrocesso de
segunda chance.
E não lembro em
minha vida, nenhuma “segunda chance” que eu tenha dado a alguma situação ou a
mim mesma que tenha funcionado.
E se o rio passa rápido,
eu preciso ser rápida na decisão de pegar ou não o objeto.
Se eu pegar, posso não
gostar e soltar no rio novamente.
Se eu não pegar,
nunca saberei se perdi a chance.
E nessa analogia
com a vida, entendo agora, que devo ser rápida nas minhas decisões. Dar o passo
inicial para conhecer o que quero conhecer. Se não for bom, solto e continuo. Se
for bom, aproveitei minha chance.
Se decidir deixar
ir... já foi. E não voltará mais. Se voltar não será a mesma coisa. Posso ter a
ilusão de que pareça ser, mas não será.
Por isso, o dia de
hoje, e exatamente este momento, é o mais importante de minha vida.

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