Recebi o relato abaixo, e fui autorizada a compartilhar.
" Oi.
Ele não é adicto. Adicta sou eu. E a minha droga é ele.
O relacionamento está para mim, como a droga está para um adicto.
No início, quando estou conhecendo, é tudo muito leve e satisfatório.
O envolvimento ainda é superficial.
Mas, conforme a relação vai ficando estreita e intensa, eu vou sentindo cada vez mais necessidade de estar com; de saber notícias; de ter algum contato.
É uma necessidade insuportável que me deixa completamente desorganizada.
O que era prazeroso no inicio, torna-se angustiante.
Enquanto estamos em contato, o prazer é imenso, mas com a despedida o vazio vem e toma conta. E, a partir desse momento, só consigo pensar nele e no que fazer para ter o momento de volta, e nada posso fazer... então, fico a esperar angustiosamente o próximo momento.
O pensamento fica em torno disso.
A angústia oscila. E todo o resto perde o sentido.
Por ter consciência de minha doença, consigo me controlar e segurar sozinha, sem permitir que minha insanidade o alcance.
E isso me enlouquece mais ainda...
E é isso. Consigo fazer do relacionamento a minha droga e a minha vida vira um inferno.
A programação me ajudou muito, mas ainda tenho muito a melhorar.
Obrigada por me ler."
Compartilhando minha experiência no aprendizado da programação dos doze passos.
segunda-feira, 14 de março de 2016
segunda-feira, 7 de março de 2016
A força do pensamento
"O pensamento é a energia da consciência. O pensamento cria a
experiência de realidade e expressa a qualidade da alma.”
E parece que tem vida própria independente de nossa vontade.
Quando entramos na neurose de pensar nas possibilidades (e se estas
são negativas) instala-se um processo de insanidade crescente, que vai tomando
força e nos levando para um buraco sem fim.
O fio de lucidez que ainda resta tenta me convencer do contrário,
tenta buscar outras possibilidades ou a simples negação destas... mas é só um
fiozinho... e não tem força.
A energia se esvai... porque esta força consome.
Só me resta praticar o primeiro passo (admitir minha impotência): assim como entregar tudo ao meu PS (terceiro passo ): tentar mudar o pensamento
de lugar... e viver um dia de cada
vez...
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016
Insanidade x Serenidade
Sinto-me insana quando quero muito alguma coisa, e no momento que
quero.
E esse desejo não acontecendo, vem a inquietação, a ansiedade, um
mal estar péssimo.
Nesses momentos, trava-se uma batalha interminável entre a minha
doença e a manutenção da minha serenidade.
Procuro me ocupar, fazer coisas... mas sempre volta o pensamento
daquilo que quero.
O dia e a noite, enquanto estou acordada, se arrastam...
Nessas horas, lembro-me que devo dividir o dia em pedacinhos mastigáveis... e me conter.
O filtro se devo ir ou ficar... fica prejudicado.
Penso nos lemas e me agarro à oração da serenidade pedindo
sabedoria para saber distinguir o que posso e o que não posso.
Entrego nas mãos do meu Poder Superior toda essa angústia, e adormeço
(momento de paz).
Amanhã... será outro dia!
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
Instabilidade
Instabilidade é o meu momento atual.
Instabilidade de mim mesma, dos meus pensamentos e sentimentos.
Estava aqui pensando na programação... como seria legal se fosse
semelhante a um curso profissionalizante... você aprende, termina o curso, trabalha ou não.
O fato, é que você conclui aquilo.
Eu fico aqui me cobrando... como posso saber tantas coisas da
programação e ainda assim ter momentos de instabilidade...
É como ter duas forças dentro da gente – o racional (que sabe) – o emocional
(que não obedece)
Mas estou resistindo.
E na briga dessas duas forças, parece que a energia se vai.
Não há muito que fazer além de resistir.
E acreditar que é só um momento.
Só por hoje.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
Encerrando 2015
Mais um ano se encerra...
Foi muito rápido. Muitas coisas
aconteceram na minha vida, entre eles, a realização de um sonho profissional.
Mas o que quero registrar nesta
postagem é de uma preciosidade sem tamanho.
Em 2014 postei “Diante de um
adicto”, se não se lembram do conteúdo, acessem esse link: Diante de um Adicto
E desde então, não tive mais
noticias dessa pessoa.
No inicio deste mês, fui
presenteada por vê-lo novamente.
E teve um trecho nessa postagem
que escrevi que eu fechei uma porta pra
ele (profissional) e abri outra (reflexão pessoal)
Mas nunca tive um
retorno disso.
No dia 5 deste mês, nesse
reencontro, eu nem o reconheci. Ele estava diferente, sóbrio, gordo, saudável.
Ele me reconheceu e me abraçou.
Nossa... Foi inacreditável. Ouvi
que ele estava bem, no mesmo trabalho há mais de um ano. E me agradeceu dizendo
que eu havia mudado sua vida. Ele nem precisava me dizer, quando soube que era
ele, já tinha percebido.
Ganhei o ano.
Saber que essa porta que eu
abri, teve o efeito positivo, foi tudo!
Muito feliz por partilhar essa
linda notícia.
Encerro aqui o ano de 2015 com
desejos de paz e serenidade para todos. E que em 2016 possamos crescer,
alcançar nossos objetivos sem deixar de viver um dia de cada vez.
sábado, 12 de dezembro de 2015
Espiral do Silêncio
Hoje só quero partilhar... como tem sido o meu viver.
Passei uns
dias tentando lembrar o nome de um filme que tem tudo a ver com o que sinto
atualmente. E este filme é “O show da vida”
É exatamente
como tenho me sentido nos últimos meses, como Truman Burbank.
E não é no
sentido deslumbrante não.
É num sentido
mais louco.
Isso
acontece desde que saí da “espiral do silêncio” na qual vivia, e passei a
prestar atenção na realidade dos fatos, e me conscientizar. Mas também fiquei
horrorizada.
Com a
maldade de alguns.
Com a apatia
de outros.
Com o
escárnio, com a inversão de valores, com tantas coisas negativas.
E olho em
volta. Observo pessoas na vida real, nas redes sociais, na TV...
E às vezes,
me pergunto se estou sonhando. Se é um pesadelo. Se só eu estou percebendo
coisas... e por que ninguém comenta? Ninguém reage?
Estão todos
na espiral do silencio? Ou todos são figurantes do Show da Vida?
Não. Não
estou enlouquecida. A cor que vejo é realmente a cor que vejo.
E não me
sinto dando importância demais a alguma cor.
Penso que,
talvez, as pessoas não estejam enxergando as cores como elas são.
E é isso que faz eu sentir-me no Show da Vida.
Mas não
preciso rasgar o cenário para ter qualquer certeza.
Já saí da
espiral do silencio, e isso me basta.
domingo, 25 de outubro de 2015
Ausência preenchida
Reconheço a minha ausência no blog este ano.
Em partes, a mudança de minha rotina é a causa disso.
Por outro lado, não tenho sentido necessidade de compartilhar meus sentimentos, que tem sido tão inconstantes...
E a proposta deste blog é, justamente, a espontaneidade de escrever o que sinto e o que penso, quando sinto vontade.
Este ano, tenho me ocupado e me preenchido em todos os sentidos com a situação do país.
As poucas horas vagas que tenho, estudo, acompanho algumas noticias e alguns hongouts.
Confesso que estou num estagio de uma emotividade bem acentuada.
E não estou depressiva.
Ora estou cheia de esperanças que este país mude, e retome a tão sonhada ordem e progresso.
Noutro momento, estou triste, temerosa que nada mude... que esta desordem instalada no país, continue e piore.
Mas esta instabilidade emocional é muito curta.
A energia positiva que tenho comigo, e a crença que tenho em meu Poder superior é muito forte.
Na verdade, esta instabilidade só me faz voltar a mim mesma, refletir, acreditar... e por isso, no final, acabo ficando bem.
E então, vamos seguindo... um dia de cada vez... atuando, sem perder a vibração positiva, sem perder o foco e, tampouco, a fé.
quinta-feira, 30 de julho de 2015
Palavras...
Houve um tempo em que eu precisava ouvir com todas as letras tudo o que havia para ser dito, mesmo havendo sinais do que poderia ser.
Hoje, já não sinto essa necessidade. O subentendido me satisfaz e as palavras se fazem desnecessárias.
O fato é que hoje, aquilo que subentendo está baseado nas minhas percepções e nos valores que tenho delas.
E isso tem me bastado.
A necessidade antiga de ouvir um "sim" , um "não" ou um"porque", se perdeu.
Talvez seja maturidade, mudança de valores...
Mas o que importa, independente do que seja, é que estou me sentindo bem, independente do que foi e do que não foi dito.
A sensação de aceitação e de serenidade (sempre juntas) é indescritível nesse processo.
sábado, 11 de julho de 2015
Aceitação II
Nem tudo acontece como desejamos.
Às vezes, nem sabemos se o que desejamos é o melhor.
Talvez tenha sido melhor eu não ter ido,
não ter dito,
nem ter feito...
Poderia ter sido bom... ou não.
Tem coisas que começam e acabam.
Outras terminam antes mesmo de começar.
E tantas outras, que ficam inacabadas.
Mas tudo é como tem que ser.
Afinal, não temos o controle de tudo (ou de quase nada?)
E é aqui que entra a aceitação de tudo aquilo que não posso modificar.
E graças à programação, tenho conseguido manter a serenidade.
SPH
quarta-feira, 17 de junho de 2015
No caminho da programação
Este ano tem
sido diferente.
Já não tenho
me ocupado tanto com o blog.
No inicio,
me engajei na situação política do país e só tinha sentimentos e pensamentos
voltados para isso
No final de
abril, e mais precisamente no mês de maio, abracei um segundo projeto de
trabalho (que está mais para a realização de um sonho, do que de um trabalho
propriamente dito) e dobrei minha carga horária, mudei minha rotina e entrei
numa fase de adaptação. Tudo muito novo para mim.
Mas, de toda
forma, está sendo uma experiência única.
Toda mudança
causa sentimentos novos. E comigo, não foi diferente.
No inicio,
um medo do novo e toda aquela situação de adaptação no local, com pessoas, com
a atividade em si.
Foi um
período crítico em todos os sentidos.
Abandonei a frequência
em meu grupo por conta de horário. Mas a bagagem que carrego da programação
permanece comigo e tem me ajudado muito nessa fase nova.
Hoje, tirei
esse tempinho aqui para o blog, porque sinto que passei pela turbulência inicial
e retomei meu estado emocional mais equilibrado.
A experiência
mais significativa disso tudo, é perceber que quando chegamos num nível de crescimento
pessoal, somado a maturidade emocional, somos capazes de nos perder no meio do
caminho, mas com foco, conseguimos recuperar a essência de nós mesmos.
E então, o
caminho volta a ser trilhado com mais lucidez e de forma leve.
Eu devo isso
à programação, ao meu P.S., e a mim mesma.
Por isso,
perder-se no meio do caminho faz parte. Reencontrar-se, também! E é isso que dá
o sentido da vida.
P&S
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