Recebi o relato abaixo, e fui autorizada a compartilhar.
" Oi.
Ele não é adicto. Adicta sou eu. E a minha droga é ele.
O relacionamento está para mim, como a droga está para um adicto.
No início, quando estou conhecendo, é tudo muito leve e satisfatório.
O envolvimento ainda é superficial.
Mas, conforme a relação vai ficando estreita e intensa, eu vou sentindo cada vez mais necessidade de estar com; de saber notícias; de ter algum contato.
É uma necessidade insuportável que me deixa completamente desorganizada.
O que era prazeroso no inicio, torna-se angustiante.
Enquanto estamos em contato, o prazer é imenso, mas com a despedida o vazio vem e toma conta. E, a partir desse momento, só consigo pensar nele e no que fazer para ter o momento de volta, e nada posso fazer... então, fico a esperar angustiosamente o próximo momento.
O pensamento fica em torno disso.
A angústia oscila. E todo o resto perde o sentido.
Por ter consciência de minha doença, consigo me controlar e segurar sozinha, sem permitir que minha insanidade o alcance.
E isso me enlouquece mais ainda...
E é isso. Consigo fazer do relacionamento a minha droga e a minha vida vira um inferno.
A programação me ajudou muito, mas ainda tenho muito a melhorar.
Obrigada por me ler."
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