Impar como único, singular, “que não tem
igual”.
E na
matemática, todo e qualquer número ímpar em sua soma, terá um resultado par.
Se em nossa
essência somos únicos e na matemática toda soma de ímpares nós dá um resultado
em pares, poderíamos concluir que é muito simples formarmos Pares.
Eis a
questão – por que não é?
Somos, cada um de nós, ímpares, seres que pode tomar qualquer decisão,
qualquer caminho a seguir, às vezes certo, outras vezes não. As personalidades
são ímpares, cada um com seus hábitos, perspectivas e desejos. O que Deus
colocou no homem é o que o torna assim, mas esse estranho ímpar é o que leva o
homem a ser responsável por suas atitudes, ser individual.
Será que no egocentrismo de nossa singularidade, não nos damos conta da
soma com outra singularidade que resultaria em um par?
Ou será que estamos querendo sempre mais?...
O fato, é que os pares humanos não são da mesma simplicidade que os
pares matemáticos.
E que se temos 1 + 1 = 2, o mesmo não se aplica a [um ser + um ser = um
par]. Pois em nossa individualidade, [um ser + um ser = dois seres] que deveria
ser um par, mas não necessariamente o é. Porque cada ser continuará tendo a sua
singularidade e isso, talvez seja o mais complexo de se compreender.
Então... falar de relações humanas, não é tão simples ou lógico como
falar de matemática.
Somos humanos e somos impares, e por isso, complexos.
E uma das formas de minimizarmos essa complexidade toda seria nos
atentarmos a essência do amor (em sua forma mais sublime)
E uma das maneiras que vejo nessa prática é o fato de ter aprendido a
respeitar o meu próprio espaço sem invadir o espaço do outro.
E se consigo amar, e deixar ir, consigo manter a minha unicidade e a do
outro.
Consigo amar de forma impar, mesmo sem formar o par.








