Ontem conheci
uma nova irmandade de 12 passos.
Foi uma experiência
meio que parecida com a minha primeira ida ao grupo de origem.
O dia não começou
bem. E esse não começar bem desandou todo o resto.
Sabe aquele
dia que nada dá certo? Pois é. Foi ontem. Começou mal e me perdi no decorrer do
dia. Não conseguia ir, nem ficar. Não conseguia fazer, nem ficar em paz por não
fazer.
E isso gera
uma angustia sem fim.
No final do
dia, já quase beirando a loucura, decidi visitar este novo grupo.
E não foi
fácil isso.
Fiquei em
média uma hora decidindo ir e relutando (apenas uma consequência do péssimo
dia)
Por fim, me
enchi de energia e coragem e fui.
E é uma
sensação engraçada. Porque na minha lembrança, era como se eu tivesse sendo
levada... como se fosse a lembrança de um sonho.
Cheguei ao
local atrasada, sozinha, pela primeira vez, e entrei.
E somente
depois de alguns minutos de reunião senti que estava voltando a mim mesma.
E então, pude
perceber que eu precisava estar ali. Ouvir tudo que foi falado e sentir o que
senti.
Foi uma
espécie de calmante. Ou uma espécie de antídoto anestésico para o que senti
durante o dia.
E quando
disse que a experiência foi meio que parecida com a minha primeira ida ao grupo
de origem, refiro-me a uma força maior.
Sim. Eu fui
guiada pelo Poder Superior, de novo. Pois as partilhas dos companheiros eram
dirigidas a mim. Como se eles soubessem de alguma forma, como eu me sentia ali.
Ouvir sobre amor,
mudanças, paz e serenidade e, principalmente, unidade e um Deus amoroso era
tudo que eu precisava.
E nessa minha
nova experiência, a consciência de ser mutável trouxe-me de volta o equilíbrio
para viver só por hoje.
A consciência
de entender e respeitar as diferenças e principalmente, que as controvérsias não
levam a lugar nenhum.
Em paz hoje.
E só por hoje.

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