Num primeiro momento, admitir-se impotente..., não foi
algo tranqüilo para mim.
Trata-se de um sentimento ruim, considerando seu
significado real – “falta de forças,
incapacidade” e que por si só, é um significado que causa resistência para admitir e, muito incômodo.
Afinal, quem gosta de sentir-se incapaz? Se a nossa sociedade
nos educa de uma forma em que prevalece a força, a vitória e o sucesso?
Mas como tudo nessa vida... o que eu precisava
conceber era o contexto.
Quando eu insiro o sentimento de impotência no
contexto do primeiro passo – “Admito ser
impotente perante...” – o outro, perante tudo que está fora de mim –
- o que sinto de fato é uma sensação de humildade de ser pequena e
incapaz. É. Incapaz sim, de querer ou tentar modificar o outro.
Este desconforto de admitir está no plano da
consciência. Ainda é o racional prevalecendo.
Quando sigo para o segundo e terceiro passo – e busco
um poder superior a mim... E, entrego minha vontade e minha vida aos cuidados
desse Poder superior... – ser impotente
deixa de ser desconfortável.
Torna-se um novo modo de viver.
Uma forma de viver mais tranqüila em que, percebo que só posso cuidar de
mim mesma, acreditando que não estou só, e acreditando que cada um pode cuidar
de si mesmo também acompanhado por um poder maior.
Esse Poder Superior é pessoal para cada um, conforme suas crenças.
Para mim é Deus... E para quem
não acredita em Deus,
ð
pode ser uma
energia,
ð
uma força da
natureza,
ð
um pensamento
positivo,
ð
o próprio universo.
ð
Pode ser “N” coisas
O importante é que esse poder maior tenha a influencia
sobre nossa percepção de nossa própria limitação e nos traga pensamentos bons,
entre outras coisas maravilhosas.
Eu penso que para compreender de fato, esses três
primeiros passos, é preciso estar mergulhado na mais profunda dor, no caos, na
insanidade de não sabermos mais quem somos e quem é o outro.
Comigo foi assim...
E precisei me dar conta que não sabia mais o que
fazer, pois o que tentei (e penso que tentei tudo que podia) não funcionou.
É nesse momento, de fragilidade, de impotência (que
ainda nem sabemos do que) que ao encontrar um grupo de doze passos, tudo se
torna mais claro.
E essa clareza vai chegando aos poucos.
E o que era medo dá lugar ao conforto.
E o que era dúvida, dá lugar à certeza.
E o que era insano, retoma seu equilíbrio.
Não é simples... É lento, doloroso e difícil.
Mas é como boiar em cima d’água... Fica-se leve e
deixa-se a maré te levar...
O peso do corpo some, e nesse caso, qualquer peso diminui.
A resistência do inicio, dá lugar à consciência.
Mas somente quando essa consciência se fundiu com o
sentimento – é que entendi de fato o quanto fiquei livre...
E o quanto tento me manter livre...
Um dia de cada vez!
linda experiencia, garota!
ResponderExcluirTJ SPH