Páginas

sábado, 19 de julho de 2014

Passaporte para a Liberdade

Passaporte para a Liberdade é o título do folheto lido na última reunião e que me fez repensar tantas coisas...
Sempre acreditei que tudo é muito relativo.
E alguns temas são muito polêmicos.
A liberdade é um deles.

Liberdade significa o direito de agir segundo o seu livre arbítrio, de acordo com a própria vontade, desde que não prejudique outra pessoa, é a sensação de estar livre e não depender de ninguém. Liberdade é também um conjunto de idéias liberais e dos direitos de cada cidadão.( http://www.significados.com.br/liberdade/)

Na verdade, liberdade pode significar tanta coisa.
Semana passada na reunião, ouvindo essa leitura, só pude contextualizar que ganhei o passaporte para a liberdade, primeiramente chegando ao grupo doze passos, sendo acolhida com amor e compaixão e tendo a sensação de que não estava sozinha.

Depois, a consciência dos três primeiros passos.
- admitir a impotência diante de tudo que está fora de mim
- acreditar que existe um poder superior a tudo e todos
- entregar a este poder superior tudo aquilo que está fora do meu controle e do meu alcance.

Esses três passos nos tira da ilusão de que podemos controlar o outro e nos trás um alivio de um peso muito grande. “Começamos a descobrir a liberdade e o poder que possuímos – de definir e viver nossas próprias vidas. (Os Caminhos para a Recuperação)

Daí em diante... tudo foi uma questão de tempo, de continuar voltando e de praticar a programação.

Após receber este passaporte, só posso concluir que a minha liberdade é a minha consciência de mim mesma, de minhas possibilidades e de minhas limitações.
É a consciência e aceitação de minhas responsabilidades pessoais.
De olhar para o outro e vê-lo como é sem querer mudá-lo.

A preocupação com o que o outro diz ou pensa a meu respeito, perde a importância.
Porque a programação trás essa consciência de liberdade que não precisamos justificar o que falamos ou fazemos.

Aprendemos a cuidar melhor de nós mesmos e a manter relacionamentos saudáveis em todos os setores de nossas vidas.

Então é isso.
Viva a liberdade!! A paz e a serenidade que conquistamos...

Um dia de cada vez..

sábado, 12 de julho de 2014

O que é o amor?

Peguei-me nestes últimos dias, refletindo sobre sentimentos, histórias e situações.
Sobre como cada história é uma história e como cada pessoa é única.
Nada se repete. Embora tenhamos a sensação de que fazemos as mesmas coisas e andamos em círculos.
Repetimos sim algumas coisas, mas isto não anula a unicidade de cada história que vivemos.

O que escrevo na mensagem do vídeo (postado abaixo), nada mais é que a consciência de que nada sei... de que estou aprendendo a cada dia e que cada experiência é única.
Para os meus leitores de fora, que não vão ter a tradução no vídeo, coloco aqui, abaixo, o texto apresentado, na ordem em que está sendo mostrado.

Espero que gostem... o conjunto (texto, imagens e canção da Norah Jones) reflete um momento bom, de consciência positiva, de crescimento.

Eis o texto:

Eu quero muito amar
Mas ainda não sei o que é o amor
o que é pra você?
história de Deus...?
um sonho pessoal...?

Eu quero muito amar
mas sinto muito... mas muito medo...

não me faça cobranças
nem promessas

eu quero muito amar
mas não sei como...
nem de que forma...

Eu quero
eu sonho
eu busco
mas
acabo recuando...

me perdi no caminho
às vezes, fico perdida... e sozinha

Sei que tem uma luz à frente
e vou em sua direção

estou aprendendo
mas não sei em que tempo
não me apresse...
e não se apresse...
porque a história não tem fim

melhorando...um dia de cada vez
só por hoje


sexta-feira, 27 de junho de 2014

Tudo certo!!


Passando uma fase boa na minha vida!!
Ouvindo: Vai dar tudo certo!!

E refletindo, fiz uma retrospectiva.

Penso que quando estamos mergulhados na escuridão, antes de conhecer a programação, essa frase não existe e nem é lembrada.
O que é tudo certo? Se ta tudo tão complicado...

Depois conhecemos a programação e recuperamos um pouco da sanidade, vindo com ela a esperança. E então pensamos: Vai dar tudo certo!!
E que sensação boa.

E continuamos voltando...
E essa esperança aumenta trazendo pras nossas vidas, uma serenidade infinita.
E então acreditamos que... Já deu tudo certo!!

Mas como a vida... vamos tendo nossos altos e baixos...
O que chamamos de recaída...
Mas nas recaídas, levantamos e retomamos com mais força...
E então descobrimos...

Que esperar que ‘“vai dar tudo certo” – é pro amanha...
Que acreditar que “já deu tudo certo”- é do ontem...
E que, portanto... é mais confortável acreditar
Que está dando tudo certo!!


Só por hoje!!

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Situações

Imagine situações do tipo:

Pegar uma embalagem de meias novas, e ao abrir, encontrar um pé furado.
Ou... tirar seu carro 0 km da concessionária, e ao virar a esquina, perde-lo de alguma forma.
Ou ainda... passar duas horas assistindo a um filme e, no final... não ter final...

É.
Não estou falando de perdas financeiras. Nem de qualquer perda.

Refiro-me a experiência de expectativa saudável.
Aquela que é natural você “esperar” um resultado positivo... e ele não acontecer.

Vivi muito recentemente uma experiência que se assemelha a isso.
Estou a dois meses pensando no que foi que vivi. E, sinceramente, não consigo explicar.
Consigo dar risada de tudo.
Lembrar desses exemplos estúpidos e tantos outros que nem tenho coragem de descrever aqui.

Mas o fato, o principal fato, é que consegui enxergar a situação. E Melhor, consegui finalizá-la... e mais ainda,, consigo hoje dar risada dela.

E sabe como eu consegui fazer isso?
E ainda rir de tudo?

Concentrando-me em mim mesma.
Permitindo-me ser humana.
Sim, porque posso tentar e errar.
Posso acreditar em algo e descobrir que não era o que pensava.
Posso encontrar uma meia nova furada e não ficar frustrada.
Porque na verdade, é cômico.

E como eu consigo agir assim?
Serenidade.
Sim. Essa paz que se aprende e se conquista com a programação trás tudo isso.
Trás uma consciência de que não há dor que não possa ser superada, que essa dor pode até ser inevitável, mas que, o sofrimento é opcional.

E assim, segue a vida.

Só queria mesmo, compartilhar que hoje, e só por hoje, consigo manter a serenidade, e perceber o abismo em frente, e desviar meu caminho para não cair nele.

Consigo rir, quando antes só chorava.


Enfim... consigo dar um passo... voltar atrás... e seguir novamente... !

terça-feira, 17 de junho de 2014

Não é bom caminhar só


"Eu seguro minha mão na sua,
Eu uno meu coração ao seu
Para que juntos possamos fazer
Tudo aquilo que não posso fazer sozinha"

Quando me reúno com pessoas que compartilham as suas experiencias, esta reunião funciona como um espelho - 'porque eu me vejo no outro, e então consigo me rever sob outra perspectiva'. E dessa forma, evoluo no meu crescimento.

Compartilhando o vídeo, e abaixo o link.
Paz e serenidade!

https://www.youtube.com/watch?v=Nzv3dG9eOaU

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Por que... Um passo de cada vez?

Em breve estarei comemorando 3 anos de blog e, só por hoje, comemoro algumas 24 horas de conhecimento da programação dos 12 passos...
E nesse período tenho me perguntado algumas vezes... Por que Um passo de cada vez??

Quando conheci a programação e me motivei a iniciar este blog, eu tinha uma série de informações novas martelando em minha mente.
Eram tantos passos, tantos lemas, tantas tradições e conceitos...
E eu, no auge da impaciência de minha doença, como já disse antes, queria assimilar tudo tão depressa, acreditando que bastava, para entender, crescer e seguir.

E fiquei pensando em diversos títulos para colocar no blog.

Podia ter sido um dos lemas – acho-os tão maravilhosos em sua essência.
Podia ter sido algo relativo a minha historia pessoal.

Mas... os passos, os conceitos e as tradições são doze.
Os lemas são vários... eu não conseguia escolher... porque cada um deles e, todos eles, tem um significado e uma importância muito peculiar.

Enfim... como a idéia é começar pelo primeiro passo para seguir em frente, e alguns lemas sugeridos (um dia de cada vez e só por hoje) me pareciam tão extensos para o momento que eu vivia... cheguei a essa conclusão...

Posso dar um passo... e começar pelo primeiro passo.
E se um dia é muito longo para eu me ater às coisas que, realmente, são importantes, então, dentro desse dia, posso dar vários passos... e é claro, um de cada vez.

Porque pensem:
Mesmo decidindo correr... não corremos com os dois pés juntos, simultaneamente.
A ideia é acelerar os passos, Mas mesmo num ritmo mais acelerado, é um passo depois do outro.

A vida é assim.

Desde o nascimento, passamos por etapas. Não nascemos andando.

O que ocorre, é um desaprender da lei natural da vida.
É um querer acelerar. Como se fosse possível.
Às vezes até temos a ilusão de que é. Mas não.

Aprender a dar um passo de cada vez, tem-me permitido experiências e aprendizados maravilhosos.
Somente quem vive a programação sabe do que estou falando.

Então é isso... simplesmente assim... um passo após o outro. E a retomada deles sempre que necessário.

domingo, 1 de junho de 2014

Uma clínica para nós...?


O afastamento da sala, das reuniões é uma recaída.                    
E a recaída como codependente é muito parecida com a do adicto. No sentido emocional.
O afastamento social. A reclusão. O medo. A vergonha. A culpa. E o pior de tudo... a negação.
No inicio, assim como os adictos, negamos. Criamos mil desculpas e justificativas para não ir e para tantas outras atitudes e sentimentos..
E isso é progressivo. Até chegar ao fundo do poço.
E nesse abismo, eis que aparece uma luz, sinais positivos, que aos poucos, nos leva de volta.
E a recuperação se inicia.

Na impaciência dessa doença, acreditava que bastava ler tudo, entender tudo e estaria resolvido.
Por vezes, já pensei:  porque não temos uma clinica de recuperação para nós? Uma espécie de tratamento intensivo. Choque emocional e definitivo.
Pura doença.

Nossa recuperação também é semelhante a do adicto. É um dia de cada vez.
Não existe clinica para nós.
O que temos é nossa vontade, nossa fé, o nosso “voltar”.
Nossa clinica é a sala, a programação, continuar voltando.

Viver só por hoje e continuar...um passo de cada vez.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Reunião online...Uma experiência nova

Participei de uma reunião online hoje. Já faz um tempo que não vou às reuniões presenciais e isso é uma falta comigo mesma.

Foi uma experiência diferente. E como toda experiência nova, causou um pouco de ansiedade e, para variar, como sempre nas minhas “primeiras vezes” fiquei meio que travada.

Minha participação se resumiu em ouvir muito e ler as apresentações.
O foco não era o mesmo do meu grupo de origem. Mas a programação, a linguagem, o objetivo e os passos são os mesmos. E o mais importante: a unidade, a paz e a serenidade que reina.

Enfim... aprendi mais um pouco. Revi sentimentos e experiências e refleti muito.
É um momento especial. Um momento, que dou a mim mesmo, um tempo comigo e para mim.
Ouvir o aprendizado e o crescimento do outro faz com que eu me remeta ao meu próprio.
É uma espécie de espelho e projeção.
E se ver no outro, é uma forma de se ver diferente. Porque o outro usa o seu tom, as suas palavras e a sua forma de interpretação. É como ter outra possibilidade de nos vermos de forma diferente daquela que estamos acostumados.

É crescimento..
É unidade.
A consciência de que não estou só.
Pura e simplesmente.


sábado, 24 de maio de 2014

Diante de um adicto

Depois de alguns anos, “afastada” da realidade e convivência com a adicção, passei por uma experiência que, embora tenha me abalado, também mostrou que estou evoluindo na prática do desligamento.

Aconteceu no âmbito de trabalho.
Tive que lidar com uma situação de delito, ocorrida nas dependências de um cliente por um funcionário recém-contratado e em experiência.
Nesses vintes dias, até ocorrer o episódio, já tinham acontecido diversas situações de atraso e escassez de dinheiro.

Comportamentos um tanto quanto “estranhos” para um período de experiência que, somados a aparência e estado físico demonstravam claramente que havia algo errado.

Era um candidato promissor! Possuía todas as qualidades esperadas para o perfil – e essa expectativa velava os indicadores negativos.

Enfim, o episódio veio à tona. As cenas estavam gravadas e com elas as cortinas se abriram.
Estava lá eu, diante de um adicto, recém contratado e que tinha tudo para continuar na empresa.

Primeiro passo – liguei para o cliente para esclarecer e amenizar o episódio.
Em paralelo, todas as ações para localizar o envolvido.
O cliente surpreendeu a todos. Manteve as coisas separadas o que não afetou em nossas relações comerciais e ainda “deu uma lição de vida” para o nosso envolvido.

Segundo passo – resolver a relação do envolvido com a empresa.

A primeira parte era complicada por envolver relações com terceiros e aspectos financeiros. Mas era racional. Bastava usar de inteligência, comunicação, busca da compreensão (e fui muito felizarda) e assim, tudo se resolveu.

Esta segunda parte dependia de um equilíbrio entre o racional e o emocional.
E foi um teste para mim.

Desliguei o funcionário, sem abrir mão da entrevista de desligamento.
Fechei uma porta para ele – no meu papel profissional, não podia ser diferente.
Mas abri outra.
Conversei abertamente sobre a adicção, sobre a história de vida dele (pessoal e profissional que já conhecia) e fiz um paralelo entre as duas.
Não o julguei e nem o condenei e nem me compete isso.
Apenas apontei o caminho que ele está, e os caminhos que ele pode escolher.
Apresentei a programação dos doze passos
E me coloquei a disposição (pessoal), se e quando houvesse interesse e disponibilidade

Durante essa entrevista o conflito era gritante.
A vontade era de “pegar no colo” mesmo sabendo que esse não era meu papel e nem minha responsabilidade.
Consegui me superar.
Consegui deixá-lo ir sem me sentir abandonando-o.

Foi a primeira vez que me vi praticando o desligamento com amor, da forma como tenho lido esses anos todos.
Ficou um “pesar” de culpa – de “podia ter feito algo” (mesmo sabendo que não cabe)
Mas, ao mesmo tempo, ficou o alívio de que “essa responsabilidade não é minha”.

Nesse dia, fiquei meio esvaziada, sem energia.
Mas uma boa noite de sono, e acordei bem!!

E continuo bem, só por hoje!

terça-feira, 13 de maio de 2014

Sinais positivos

E estou me referindo a muita coisa.
Estou passando por uma fase que parece ser, ao mesmo tempo, boa e ruim.
Simplesmente consigo ver os dois lados da situação.
E estou bem por isso.
Às vezes, o que nos assusta e que parece ser ruim acontece. E então percebemos que o que era ruim era justamente o que estava vivendo. E quando isso acaba o que se apresenta é o claro, a leveza e o bem estar.

Quando “penso” que não estou bem, mudo minha rotina e deixo de fazer muita coisa que gosto, que preciso e que me faz bem...

Já faz algum tempo que me ausentei da programação.
Mas hoje percebo que, embora tenha deixado de ir às reuniões, eu não me ausentei da programação. Eu estava ausente de tudo, até de mim mesma...

E os sinais? Onde entram?
O tempo todo.
Hoje percebo que basta se permitir. Manter a mente aberta para que possamos enxergá-los.

Só hoje, pude me permitir dois deles.
Completamente esvaziada, fui “relembrada” dos meus passos... e eles estavam distantes...
O fato de ter sido “relembrada” de uma forma um tanto quanto negativa serviu como um antídoto para essa ausência de vida.

Outro sinal que me trouxe de volta foi um contato daqui.
Um simples contato funcionando como um chacoalho me mostrando o lado “bom” e saudável que eu estava quase esquecendo.

E sabe o que é isso?
Nada mais que o resultado do que tenho da programação.
Reflexo de ajuda mútua e recíproca.

E os sinais?
São divinos.
E sou grata por crer nesse PS

Sou grata por ter a programação.
E muito grata por ter vocês.
Só por hoje