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sábado, 22 de fevereiro de 2014

Bingo!

Por nove meses tomei uma medicação reguladora do humor.
Melhorei meu sono, meu apetite... engordei, e consegui levar minhas atividades diárias normalmente.
Faz três semanas que parei. Não encontrava mais o meu médico e imaginei que estivesse bem.

Mas foi um engano.
Faz duas semanas que comecei a me sentir mal.
Começou com leve indisposição digestiva e dores de cabeça.
Depois evoluiu para tonturas, enjoos, problemas intestinais e muita sonolência.

No inicio, tentei justificar o mal-estar associando alguns fatores. Alguma coisa que comi? Algum “sapo” que engoli?
E me esforcei para ficar bem.
Esforcei-me para comer e manter o alimento no meu estomago.
E acreditando que pudesse ser alguma reação emocional à minha vida, ainda pedi a Deus que ordenasse minhas emoções.

Nada feito.
Só piorou.
As tonturas e o enjôo aumentaram. A sonolência associada à tontura praticamente me incapacitaram nos últimos dois dias.

E foi então que percebi o que estava ocorrendo.
Síndrome de abstinência.
Meu organismo estava sentindo falta da tal medicação reguladora do humor. E alem disso, trouxe de volta em maior intensidade os sintomas iniciais que me motivaram a iniciar o tratamento.

Retrocesso... Ainda tinha quatro comprimidos guardados... tomei um... e alguns sintomas já diminuíram, outros já desapareceram...

Avanço... Se ocorrer um “desequilíbrio bioquímico dos neurônios responsáveis pelo controle do estado de humor" e a tal medicação resolvei isso, devo admitir, preciso dela.

E lembrei-me da fala do “mestre” numa época da minha vida:
“Deus cuida do espírito e o homem do corpo”.

E nós, de nós mesmos!

Reconheço meu desequilíbrio bioquímico assim como admito minha impotência diante de tantas coisas...

Voltando a melhorar...



domingo, 9 de fevereiro de 2014

Aprendendo a Pedir...

Sentimento é algo que não conseguimos controlar.
E é tão ruim, quando sentimos algo que não queremos sentir.
Quando sentimos algo que nos faz mal.

É enlouquecedor.
Mas aprendi, com a programação, a pedir...
Ainda não aprendi totalmente, mas já consigo pedir a Deus...

Estou falando de uma experiência que, comigo, deu certo.

E não foi uma vez... foram várias...

Se o sentimento é negativo, ou mesmo positivo, mas que nos faz mal, não temos muita saída...

Lembro-me uma vez, que eu sentia muita vontade de colocar a mão no meu peito e arrancar aquilo que sentia...
E então me senti muito pequena... e me veio Deus no pensamento.
E foi então que me lembrei de “pedir”

- Deus, remova este sentimento do meu coração, porque sozinha eu não consigo.

E nesse momento, é a verdadeira consciência da impotência.

Porque, normalmente, achamos que somos fortes e temos todo o controle em nossas mãos.
Mas não é bem assim, e não é sempre assim.
Tem momentos que nos tornamos pequenos e fracos...
E nesses momentos, precisamos recorrer a “algo” .

No meu caso, aprendi com a programação, a pedir...

E pode parecer pouca coisa, mas para mim, aprender a pedir, é uma grande conquista.

Conquista que ainda preciso expandir em outras esferas da minha vida.


E é assim que funciona... um passo de cada vez...

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Percepções, decepções, desilusões

A idéia era discorrer sobre as percepções e como ela nos afeta. Porém, algumas questões relacionadas à decepção e ao fato da minha sensação de desilusão estão me desnorteando. 

Cada um de nós tem a sua forma de perceber a realidade externa.  E essa forma tem relação com muitas variáveis, tipo: valores, personalidade, humor.
De fato, não há percepção errada ou correta.  A percepção é de cada um. A questão é quando nos fechamos em nossa forma de perceber o outro, as coisas, a vida no geral e não nos permitimos conceder o beneficio da dúvida.
A questão é tomarmos nossa percepção como pronta e definitiva, normalmente baseado em nosso mundo interior, e não abrir a mente e o coração para novas possibilidades.

Sofremos se fazemos isso.  E também causamos sofrimento.

E o que a decepção e a desilusão tem a ver com isso?

Tem a ver com a minha história e com o meu momento.

Uma decepção ocorre  por expectativas muito pessoal e, baseado nessa percepção muito particular que acabei de falar.

Eu nao estou decepcionada. Eu sou o alvo da decepção.
O que estou na verdade, é desiludida justamente  por nao me conformar que pessoas adultas e maduras ainda ficam e se perdem em si mesmas....

Coisas e situações tão  simples. .. que um diálogo aberto e desprovido de valores resolveria.

Mas enfim; minha desilusão é passageira. Porque graças à Deus vivo só por hoje.
E apesar da desilusão, ainda assim, consigo ficar bem.
E sei que estou bem, justamente, por estar com a mente aberta.  E por saber que só posso modificar a mim mesma e que, aos outros, eu só posso amar.

Beijooo
E fiquem em paz.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Começando o ano...






Começando o ano aqui no blog.

Ainda repensando algumas coisas que me deixaram em conflito ano passado, mas só por hoje, estou bem de um modo geral.

Hoje, retomei o grupo depois de algumas 24 horas de ausência.
E embora esteja ainda em conflito com esse assunto, foi bom ter voltado.
Nunca é em vão... e de toda forma, sempre volto em paz e com algumas reflexões.

Meu objetivo este ano é me aprofundar no estudo dos doze passos e dos lemas relacionando ao contexto de vida de um modo geral.

Como mostra minhas ultimas postagens do ano passado, estou distante (física e emocional) da causa que me levou ao grupo de origem. E tenho sentido falta de algo mais.
Sentindo necessidade de ampliar o alcance da programação em outras situações de minha vida.

Não sei ainda definir ao certo essa minha necessidade.
Pode ser fase. Pode ser que esteja num estágio bom de desligamento da causa original.
Mas isso não importa. Pois, o meu objetivo principal, que é estar bem e melhorar a cada dia, continua o mesmo.

Sei que, com a programação, melhorei muito, em muitas coisas. Mas também sei que ainda tenho muito a melhorar e muito a aprender. Talvez, também por isso, a minha busca por algo mais.

Não tenho nada decidido ainda. Mas estou lendo algumas coisas. E, independente do que decidir, nada vai mudar no conteúdo do blog. Porque o objetivo principal é compartilhar minha experiência e meu aprendizado no estudo dos doze passos. E isso vai continuar... um dia de cada vez.

Por ora é isso.
Finalizo esta minha primeira postagem do ano, deixando aqui, meus sinceros votos de realizações, conquistas e, principalmente, paz e serenidade.

Beijinhos e até...!!!

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Retrospectiva 2013

Parece que foi ontem que fiz minha retrospectiva 2012. E hoje, estou aqui, pensando em como foi 2013.
E como tudo nesta vida, algumas coisas foram melhores, outras não.
Mas posso dizer com certeza, que os acontecimentos positivos tiveram mais peso que os negativos.

Iniciei o ano fazendo uma mudança física (mudança de local) e iniciei meu blog com desapego. Ao longo do ano, fui provocando mudanças em todos os sentidos, principalmente de ordem emocional e comportamental. Uma estrada curvilínea de uma intensidade sem tamanho.

Conheci pessoas novas, algumas ficaram outras não.
Pratiquei o Desapego. Fiz escolhas e renuncias.
Investi em mim mesma.
Não foi linear – e não foi tranqüilo.
Foi um percurso cheio de curvas e derrapagens.
Mas o legal, nesta reta final, é que estou como e onde gostaria de estar.
E isso, eu devo a mim mesma, na minha persistência em querer ficar bem.
Devo também ao meu comprometimento com a programação e com o meu poder Superior.

Estou bem.
A serenidade que ganhei este ano, não tem palavras para definir.
Relembrar as curvas e derrapagens que passei me enche de orgulho, porque com elas, aprendi mais um pouco, e estou como estou hoje.

Agradeço a companhia de cada leitor deste meu blog (anônimos e assinados).
Agradeço o incentivo e as criticas.
Estar aqui (escrevendo) foi uma das ferramentas que me ajudou muito a chegar neste momento que estou.

E espero estar aqui no decorrer de 2014 somente com mensagens positivas, de crescimento e aprendizado.

Desejo sinceramente, um ano novo repleto de realizações com muita paz e serenidade, para todos nós e nossos familiares e em verde, cheio de muita, muita esperança!!

Grande beijo, e até ano que vem!!


segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Ficando distante...

Percebo que estou afastada do grupo, da programação e do blog.
Um pouco de correria do fim do ano...
Mas quando queremos muito alguma coisa, sempre damos um jeito...

O Fato é que estou realmente distante.
Ainda não parei pra pensar ao certo o motivo.

Já pensei no afastamento da causa.
Até pensei na questão da “Alta”- publicação que fiz sobre esse assunto, em maio deste ano.
Novos ares. Nova vida.
Motivos inúmeros... e ainda assim... ainda tenho algo me cobrando no meu íntimo.

Embora ausente, eu sinto muita falta da programação in loco.
Das partilhas, das leituras, de meus amigos...
Recebo muitas mensagens por email de diversos grupos relacionados aos doze passos.
Mas nada se compara com o estar presente.

Cobro-me muito com relação ao blog.
Eu estava com uma média de uma publicação semanal.
E agora, 16 dias depois da ultima publicação, estou eu aqui, falando de meu afastamento.

Não quero me afastar...
Ainda uso a programação no meu dia a dia. E continuo vivendo um dia de cada vez.
Só preciso me reorganizar, nesta minha vida nova, com os meus novos (ou velhos) motivos e voltar a freqüentar o grupo.

E falta tão pouco para acabar o ano.
Só tenho certeza de que passei a viver bem melhor, depois que me conscientizei dos passos e dos lemas.
O ano passou, mas vivendo, só por hoje, nem me dei conta.
Lidei melhor com as situações da minha vida.
O pesar de antes... não existe mais...
E tudo tem sido tão leve.

É por esse e outros motivos... que não posso continuar distante.
Só por hoje tenho algumas 24 horas de ausência.
Mas logo, muito logo, voltarei à prática plena da programação.





sábado, 30 de novembro de 2013

O Tempo

Há dois anos, quando conheci a programação, iniciei este blog.
No início, era como se fosse um diário onde eu iria escrever minhas loucuras e experiências... Mas tornou-se mais que isso...
Aqui eu me encontro... Perco-me às vezes, mas sempre acabo me encontrando.

Ano passado postei ‘minha história... um ano’... e agora, já passou mais um.
São postagens independentes. Mas quem me conhece, ou me acompanha (de longe ou de perto), percebe a coerência e a evolução que mostro aqui.

Mas o importante mesmo é o que eu percebo.
Sei da evolução de minhas postagens... e o significado de cada uma delas para mim.

Uma vez eu postei (não aqui) que Deus nos dá a morte para mostrar o significado da vida.
Hoje, com estas poucas e tantas horas de experiência, eu entendo que Deus também permite que nos tornemos doentes para que encontremos o caminho saudável. E aqui... refiro-me a tanta... mas a tanta coisa...

Há dois anos eu não tinha um caminho, mas procurava por ele...
Há um ano eu já tinha alguns caminhos... só não tinha certeza de quais seguir.

Hoje, às vezes me perco nos meus caminhos... mas no meu tempo, eu os reencontro.
E continuo tendo vários caminhos e muitas incertezas de quais seguir...
Mas a diferença é que hoje não me preocupa o que está à frente... e me autorizo a tomar o tempo que eu precisar para fazer direito.
Eu posso ir e voltar. E também posso ficar.

O que importa mesmo é viver intensamente cada momento.
O dia de hoje.
É estar bem, independente se estou indo ou voltando.

E para finalizar, uso as palavras de Brahma Kumaris, que resume tudo o que não consigo dizer.

"Que você tenha o poder de valorizar o presente, porque este é o único tempo real que você pode dispor.
O passado é como um filme que já passou e não volta mais, mas que deixou uma impressão na sua memória.
O futuro é uma fantasia cujos acontecimentos poderão estar além da sua percepção.
Para terminar com as preocupações, torne seu presente tão valioso e real quanto possível.
Além disso, plante uma semente de fé e esperança no futuro para que o melhor aconteça, mas faça isso de forma despreocupada.
Fique desapegado daquilo que você gostaria de ver realizado. E tenha paciência!"

sábado, 23 de novembro de 2013

O Olhar...

A expressão do rosto diz muito.
Mas é o olhar que diz tudo.

É como se pudéssemos enxergar a alma do outro...
Como se fosse possível materializar os sentimentos.

Os lábios podem sorrir, mas é o olhar que mostra se há alegria.

O desconforto de se conseguir enxergar esse olhar...
É perceber uma espécie de nuvem pairando

E mais desconfortável ainda, é saber que nada podemos fazer...

E o que fica é o vazio da impotência

Porque essa nebulosidade toda é muito pessoal.

E somente, cada um, deve descobrir a forma (ou a fórmula) de clarificar isso.

Alguns se mantêm por muito tempo nesse nevoeiro
Outros trocam o nevoeiro pela poeira.

Mas é cada um que sabe o seu tempo...
E nem sempre é o mesmo tempo que o nosso.

E mesmo querendo, não conseguimos ser Deus...
Pois somente cada um pode, com ajuda Dele, encontrar ou mudar o caminho.

E eu... na minha mais insignificância impotência humana, nada posso fazer...

Além de viver e deixar viver.

sábado, 16 de novembro de 2013

Cura X Recuperação


Quando falamos de situações relacionadas à programação dos doze passos (adicção, alcoolismo, codependencia) sempre pensamos na cura ou na recuperação.

Mas o que ouvimos é que, nestas situações, não há cura, mas recuperação.
E em todas essas situações, as recaídas acontecem e, por isso, a recuperação é permanente.

Pesquisando os termos, encontrei para “cura” Recuperação da saúde; Solução para algo.
E para “recuperação’, Readquirir o perdido; Continuar depois de um intervalo.
in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt [consultado em 16-11-2013].

Nas definições acima, poderia supor que ambas se encaixam no que buscamos para essas situações.
A diferença, é que cura supõe solução, finalização. E este é o problema.
Nestas situações, não há esta finalização.
Em todas elas, estaremos buscando estar bem, um dia de cada vez.

Gostei muito da definição dada por Bernie S. Siegel, em “Paz, Amor e Cura”:
Ele faz a distinção entre recuperação e cura – “recuperado” é o estado que abrange a existência da pessoa; “curado” diz respeito apenas ao seu estado físico.

Mas não é só essa distinção que me agrada. Outras falas dele são de extrema importância:
“Os pacientes querem ser vistos como pessoas.”
“A vida da pessoa vem em primeiro lugar; a doença é apenas um aspecto dela.”
“A doença é mais do que apenas uma entidade clínica; é uma experiência e uma metáfora, com uma mensagem que precisa ser ouvida. Muitas vezes a mensagem nos mostra o caminho, e como nos desviamos dele...”

Por fim, todos que pertencem a uma programação de doze passos, sofrem de uma doença, não de um dilema moral. O problema é que estão criticamente doentes e não são desesperadamente maus.

Abaixo, o texto não é meu, mas acredito que pode ser aplicado a qualquer um de nós que praticamos os doze passos:


“Por que é que nos sentíamos sempre sozinhos, mesmo no meio de uma multidão?
Por que é que fizemos tantas coisas loucas e autodestrutivas?
Por que é que passávamos o tempo a sentir-nos mal conosco próprios?
E como é que as nossas vidas se tornaram tão complicadas?
Nós achávamos que éramos desesperadamente maus, ou talvez desesperadamente insanos.
Foi assim um grande alívio vermos que sofríamos de uma doença, que podia ser tratada. E quando tratamos a nossa doença, podemos começar a recuperar. Hoje, quando vemos sintomas da nossa doença a virem à superfície nas nossas vidas, não precisamos nos desesperar.
Afinal de contas temos uma doença tratável, e não um dilema moral.
Podemos estar gratos por podermos recuperar da doença através da aplicação dos Doze Passos. 

Só por hoje: Estou grato por ter uma doença tratável, e não um dilema moral. Vou continuar a aplicar o tratamento para a doença ao praticar o programa.”

domingo, 10 de novembro de 2013

Labirinto

To aqui só pra deixar um oi.

Sem idéias...
Sem pensamentos...
Sem sentimentos...

O que descreveria bem este meu momento seria “desencontrada”- como se eu não estivesse em mim mesma...
Não pensem que surtei.
Estou lúcida, com as minhas faculdades mentais em ordem.
Só estou desencontrada mesmo.

Uma frase que uma pessoa descreveu bem este meu momento – é “estar à deriva” – como se estivesse numa linha paralela da minha própria vida. E isso ficou claro quando me foi solicitado para me situar, numa linha em que a felicidade está numa ponta e a infelicidade na outra. Isso não é possível. Pois, apesar de não ser bom sentir-se assim, não reflete infelicidade. Porque nesse estado, sabemos muito bem o que nos falta ou o que está causando isso.

No desencontro de mim mesma não tem essa clareza.
Isso reflete inclusive na programação, que também tem me causado estranheza...
E como o objetivo deste blog é refletir o meu momento...
Eis como estou... indefinível...
E tenho pedido... Pedido muito... que isso passe logo.