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domingo, 12 de janeiro de 2014

Começando o ano...






Começando o ano aqui no blog.

Ainda repensando algumas coisas que me deixaram em conflito ano passado, mas só por hoje, estou bem de um modo geral.

Hoje, retomei o grupo depois de algumas 24 horas de ausência.
E embora esteja ainda em conflito com esse assunto, foi bom ter voltado.
Nunca é em vão... e de toda forma, sempre volto em paz e com algumas reflexões.

Meu objetivo este ano é me aprofundar no estudo dos doze passos e dos lemas relacionando ao contexto de vida de um modo geral.

Como mostra minhas ultimas postagens do ano passado, estou distante (física e emocional) da causa que me levou ao grupo de origem. E tenho sentido falta de algo mais.
Sentindo necessidade de ampliar o alcance da programação em outras situações de minha vida.

Não sei ainda definir ao certo essa minha necessidade.
Pode ser fase. Pode ser que esteja num estágio bom de desligamento da causa original.
Mas isso não importa. Pois, o meu objetivo principal, que é estar bem e melhorar a cada dia, continua o mesmo.

Sei que, com a programação, melhorei muito, em muitas coisas. Mas também sei que ainda tenho muito a melhorar e muito a aprender. Talvez, também por isso, a minha busca por algo mais.

Não tenho nada decidido ainda. Mas estou lendo algumas coisas. E, independente do que decidir, nada vai mudar no conteúdo do blog. Porque o objetivo principal é compartilhar minha experiência e meu aprendizado no estudo dos doze passos. E isso vai continuar... um dia de cada vez.

Por ora é isso.
Finalizo esta minha primeira postagem do ano, deixando aqui, meus sinceros votos de realizações, conquistas e, principalmente, paz e serenidade.

Beijinhos e até...!!!

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Retrospectiva 2013

Parece que foi ontem que fiz minha retrospectiva 2012. E hoje, estou aqui, pensando em como foi 2013.
E como tudo nesta vida, algumas coisas foram melhores, outras não.
Mas posso dizer com certeza, que os acontecimentos positivos tiveram mais peso que os negativos.

Iniciei o ano fazendo uma mudança física (mudança de local) e iniciei meu blog com desapego. Ao longo do ano, fui provocando mudanças em todos os sentidos, principalmente de ordem emocional e comportamental. Uma estrada curvilínea de uma intensidade sem tamanho.

Conheci pessoas novas, algumas ficaram outras não.
Pratiquei o Desapego. Fiz escolhas e renuncias.
Investi em mim mesma.
Não foi linear – e não foi tranqüilo.
Foi um percurso cheio de curvas e derrapagens.
Mas o legal, nesta reta final, é que estou como e onde gostaria de estar.
E isso, eu devo a mim mesma, na minha persistência em querer ficar bem.
Devo também ao meu comprometimento com a programação e com o meu poder Superior.

Estou bem.
A serenidade que ganhei este ano, não tem palavras para definir.
Relembrar as curvas e derrapagens que passei me enche de orgulho, porque com elas, aprendi mais um pouco, e estou como estou hoje.

Agradeço a companhia de cada leitor deste meu blog (anônimos e assinados).
Agradeço o incentivo e as criticas.
Estar aqui (escrevendo) foi uma das ferramentas que me ajudou muito a chegar neste momento que estou.

E espero estar aqui no decorrer de 2014 somente com mensagens positivas, de crescimento e aprendizado.

Desejo sinceramente, um ano novo repleto de realizações com muita paz e serenidade, para todos nós e nossos familiares e em verde, cheio de muita, muita esperança!!

Grande beijo, e até ano que vem!!


segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Ficando distante...

Percebo que estou afastada do grupo, da programação e do blog.
Um pouco de correria do fim do ano...
Mas quando queremos muito alguma coisa, sempre damos um jeito...

O Fato é que estou realmente distante.
Ainda não parei pra pensar ao certo o motivo.

Já pensei no afastamento da causa.
Até pensei na questão da “Alta”- publicação que fiz sobre esse assunto, em maio deste ano.
Novos ares. Nova vida.
Motivos inúmeros... e ainda assim... ainda tenho algo me cobrando no meu íntimo.

Embora ausente, eu sinto muita falta da programação in loco.
Das partilhas, das leituras, de meus amigos...
Recebo muitas mensagens por email de diversos grupos relacionados aos doze passos.
Mas nada se compara com o estar presente.

Cobro-me muito com relação ao blog.
Eu estava com uma média de uma publicação semanal.
E agora, 16 dias depois da ultima publicação, estou eu aqui, falando de meu afastamento.

Não quero me afastar...
Ainda uso a programação no meu dia a dia. E continuo vivendo um dia de cada vez.
Só preciso me reorganizar, nesta minha vida nova, com os meus novos (ou velhos) motivos e voltar a freqüentar o grupo.

E falta tão pouco para acabar o ano.
Só tenho certeza de que passei a viver bem melhor, depois que me conscientizei dos passos e dos lemas.
O ano passou, mas vivendo, só por hoje, nem me dei conta.
Lidei melhor com as situações da minha vida.
O pesar de antes... não existe mais...
E tudo tem sido tão leve.

É por esse e outros motivos... que não posso continuar distante.
Só por hoje tenho algumas 24 horas de ausência.
Mas logo, muito logo, voltarei à prática plena da programação.





sábado, 30 de novembro de 2013

O Tempo

Há dois anos, quando conheci a programação, iniciei este blog.
No início, era como se fosse um diário onde eu iria escrever minhas loucuras e experiências... Mas tornou-se mais que isso...
Aqui eu me encontro... Perco-me às vezes, mas sempre acabo me encontrando.

Ano passado postei ‘minha história... um ano’... e agora, já passou mais um.
São postagens independentes. Mas quem me conhece, ou me acompanha (de longe ou de perto), percebe a coerência e a evolução que mostro aqui.

Mas o importante mesmo é o que eu percebo.
Sei da evolução de minhas postagens... e o significado de cada uma delas para mim.

Uma vez eu postei (não aqui) que Deus nos dá a morte para mostrar o significado da vida.
Hoje, com estas poucas e tantas horas de experiência, eu entendo que Deus também permite que nos tornemos doentes para que encontremos o caminho saudável. E aqui... refiro-me a tanta... mas a tanta coisa...

Há dois anos eu não tinha um caminho, mas procurava por ele...
Há um ano eu já tinha alguns caminhos... só não tinha certeza de quais seguir.

Hoje, às vezes me perco nos meus caminhos... mas no meu tempo, eu os reencontro.
E continuo tendo vários caminhos e muitas incertezas de quais seguir...
Mas a diferença é que hoje não me preocupa o que está à frente... e me autorizo a tomar o tempo que eu precisar para fazer direito.
Eu posso ir e voltar. E também posso ficar.

O que importa mesmo é viver intensamente cada momento.
O dia de hoje.
É estar bem, independente se estou indo ou voltando.

E para finalizar, uso as palavras de Brahma Kumaris, que resume tudo o que não consigo dizer.

"Que você tenha o poder de valorizar o presente, porque este é o único tempo real que você pode dispor.
O passado é como um filme que já passou e não volta mais, mas que deixou uma impressão na sua memória.
O futuro é uma fantasia cujos acontecimentos poderão estar além da sua percepção.
Para terminar com as preocupações, torne seu presente tão valioso e real quanto possível.
Além disso, plante uma semente de fé e esperança no futuro para que o melhor aconteça, mas faça isso de forma despreocupada.
Fique desapegado daquilo que você gostaria de ver realizado. E tenha paciência!"

sábado, 23 de novembro de 2013

O Olhar...

A expressão do rosto diz muito.
Mas é o olhar que diz tudo.

É como se pudéssemos enxergar a alma do outro...
Como se fosse possível materializar os sentimentos.

Os lábios podem sorrir, mas é o olhar que mostra se há alegria.

O desconforto de se conseguir enxergar esse olhar...
É perceber uma espécie de nuvem pairando

E mais desconfortável ainda, é saber que nada podemos fazer...

E o que fica é o vazio da impotência

Porque essa nebulosidade toda é muito pessoal.

E somente, cada um, deve descobrir a forma (ou a fórmula) de clarificar isso.

Alguns se mantêm por muito tempo nesse nevoeiro
Outros trocam o nevoeiro pela poeira.

Mas é cada um que sabe o seu tempo...
E nem sempre é o mesmo tempo que o nosso.

E mesmo querendo, não conseguimos ser Deus...
Pois somente cada um pode, com ajuda Dele, encontrar ou mudar o caminho.

E eu... na minha mais insignificância impotência humana, nada posso fazer...

Além de viver e deixar viver.

sábado, 16 de novembro de 2013

Cura X Recuperação


Quando falamos de situações relacionadas à programação dos doze passos (adicção, alcoolismo, codependencia) sempre pensamos na cura ou na recuperação.

Mas o que ouvimos é que, nestas situações, não há cura, mas recuperação.
E em todas essas situações, as recaídas acontecem e, por isso, a recuperação é permanente.

Pesquisando os termos, encontrei para “cura” Recuperação da saúde; Solução para algo.
E para “recuperação’, Readquirir o perdido; Continuar depois de um intervalo.
in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt [consultado em 16-11-2013].

Nas definições acima, poderia supor que ambas se encaixam no que buscamos para essas situações.
A diferença, é que cura supõe solução, finalização. E este é o problema.
Nestas situações, não há esta finalização.
Em todas elas, estaremos buscando estar bem, um dia de cada vez.

Gostei muito da definição dada por Bernie S. Siegel, em “Paz, Amor e Cura”:
Ele faz a distinção entre recuperação e cura – “recuperado” é o estado que abrange a existência da pessoa; “curado” diz respeito apenas ao seu estado físico.

Mas não é só essa distinção que me agrada. Outras falas dele são de extrema importância:
“Os pacientes querem ser vistos como pessoas.”
“A vida da pessoa vem em primeiro lugar; a doença é apenas um aspecto dela.”
“A doença é mais do que apenas uma entidade clínica; é uma experiência e uma metáfora, com uma mensagem que precisa ser ouvida. Muitas vezes a mensagem nos mostra o caminho, e como nos desviamos dele...”

Por fim, todos que pertencem a uma programação de doze passos, sofrem de uma doença, não de um dilema moral. O problema é que estão criticamente doentes e não são desesperadamente maus.

Abaixo, o texto não é meu, mas acredito que pode ser aplicado a qualquer um de nós que praticamos os doze passos:


“Por que é que nos sentíamos sempre sozinhos, mesmo no meio de uma multidão?
Por que é que fizemos tantas coisas loucas e autodestrutivas?
Por que é que passávamos o tempo a sentir-nos mal conosco próprios?
E como é que as nossas vidas se tornaram tão complicadas?
Nós achávamos que éramos desesperadamente maus, ou talvez desesperadamente insanos.
Foi assim um grande alívio vermos que sofríamos de uma doença, que podia ser tratada. E quando tratamos a nossa doença, podemos começar a recuperar. Hoje, quando vemos sintomas da nossa doença a virem à superfície nas nossas vidas, não precisamos nos desesperar.
Afinal de contas temos uma doença tratável, e não um dilema moral.
Podemos estar gratos por podermos recuperar da doença através da aplicação dos Doze Passos. 

Só por hoje: Estou grato por ter uma doença tratável, e não um dilema moral. Vou continuar a aplicar o tratamento para a doença ao praticar o programa.”

domingo, 10 de novembro de 2013

Labirinto

To aqui só pra deixar um oi.

Sem idéias...
Sem pensamentos...
Sem sentimentos...

O que descreveria bem este meu momento seria “desencontrada”- como se eu não estivesse em mim mesma...
Não pensem que surtei.
Estou lúcida, com as minhas faculdades mentais em ordem.
Só estou desencontrada mesmo.

Uma frase que uma pessoa descreveu bem este meu momento – é “estar à deriva” – como se estivesse numa linha paralela da minha própria vida. E isso ficou claro quando me foi solicitado para me situar, numa linha em que a felicidade está numa ponta e a infelicidade na outra. Isso não é possível. Pois, apesar de não ser bom sentir-se assim, não reflete infelicidade. Porque nesse estado, sabemos muito bem o que nos falta ou o que está causando isso.

No desencontro de mim mesma não tem essa clareza.
Isso reflete inclusive na programação, que também tem me causado estranheza...
E como o objetivo deste blog é refletir o meu momento...
Eis como estou... indefinível...
E tenho pedido... Pedido muito... que isso passe logo.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Recuperação






No vídeo uso a canção "Combustível" de Ana Carolina.
Desde a primeira vez que ouvi esta canção, ainda nem sabia que seria tema da novela Amor à Vida, parei na composição. E ouvi. E ouvi.
E o que me veio a mente, é que parecia uma partilha positiva de uma pessoa em recuperação da codependência..
Queria muito falar disso aqui no blog.
E queria muito incluir um vídeo.
Aproveitei para treinar minhas habilidades e fiquei uma semana aprendendo a montagem.
Colei fotos que traduziam o que eu sentia em cada momento da canção. E descrevi em cada uma delas, a representação da recuperação em cada fala.
É meu primeiro trabalho assim. Sou uma amadora ainda. Mas espero que gostem.

Beijoooo




sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Dai Aldebrand: Sintonia, Sincronia ou simplesmente tempo?

Faz tempo que penso nesse tema... e tinha vontade de escrever sobre ele. 
Agora lendo essa postagem passei a ter outras reflexões.  Entendi e achei bárbaro o texto. Mas... como conseguir essa incondicionalidade toda?? Normalmente existe uma troca, ou melhor, uma retroalimentação de um encantamento mútuo. Mas dai penso no conteúdo desse texto, e o que é encantamento pra mim, pode não ser pro outro... Nossa... me deu um nó agora... e nem consigo escrever tao cedo sobre isso. Encantada com a postagem!!
E penso, será que alguém consegue praticar isso??


Dai Aldebrand: Sintonia, Sincronia ou simplesmente tempo?:   Deitada na cama, mirando o relógio tiquetaqueando sobre a prateleira logo a frente me pego a pensar um pouco sobre a imensidão de po...

domingo, 6 de outubro de 2013

Tamanho da dor











Por causa de usa situação vivida ontem, decidi falar sobre dor.
Já há algum tempo eu pensava nessa questão da intensidade da dor, como é vista (de fora) e como é sentida por quem vivencia.

Dor é incomparável.
A dor de um não é maior ou menor que a dor do outro. Cada um vive a sua e sabe a intensidade dela.

Dor é indefinível.
Podemos sentir o coração sangrando quando a dor é emocional.
Em casos de dores físicas, muitas vezes desejamos morrer para não sentir aquilo.

A dor não depende do motivo. Um motivo para mim pode ser insignificante para o outro, mas isso não diminui a dor que sinto.
Comentários do tipo, “não vale a pena sofrer por isso”, ou “que drama!” independente da intenção e do motivo de quem fala, me soa como menosprezo para com a dor do outro.

Eu sinto dor com muita facilidade. Muitas coisas me doem.
E as minhas dores são reais, são doloridas, porque eu as sinto.
E não importa os motivos. Dor é dor.

Antes da programação, eu sentia dor e sofria muito.
Hoje, e só por hoje, sei que a dor é inevitável, mas sei que o sofrimento é opcional.
E por isso, tenho trabalhado na elaboração dos meus dissabores, tenho tentado aprender a vivenciar a dor na medida certa, mas sempre atenta para seguir em frente.
Porque nada que eu faça, vai modificar o fator desencadeante da dor.
A dor vai passar... e a vida continuar.
Por isso, não preciso nutrir qualquer sofrimento.

E hoje eu sei... que isto depende só de mim!
E se ainda eu não for suficiente, eu sei que posso pedir ajuda!!

Aahhh... esse “pedir ajudar”
Ainda vou postar sobre isso... qualquer dia desses...


Uma linda semana a todos.