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domingo, 10 de novembro de 2013

Labirinto

To aqui só pra deixar um oi.

Sem idéias...
Sem pensamentos...
Sem sentimentos...

O que descreveria bem este meu momento seria “desencontrada”- como se eu não estivesse em mim mesma...
Não pensem que surtei.
Estou lúcida, com as minhas faculdades mentais em ordem.
Só estou desencontrada mesmo.

Uma frase que uma pessoa descreveu bem este meu momento – é “estar à deriva” – como se estivesse numa linha paralela da minha própria vida. E isso ficou claro quando me foi solicitado para me situar, numa linha em que a felicidade está numa ponta e a infelicidade na outra. Isso não é possível. Pois, apesar de não ser bom sentir-se assim, não reflete infelicidade. Porque nesse estado, sabemos muito bem o que nos falta ou o que está causando isso.

No desencontro de mim mesma não tem essa clareza.
Isso reflete inclusive na programação, que também tem me causado estranheza...
E como o objetivo deste blog é refletir o meu momento...
Eis como estou... indefinível...
E tenho pedido... Pedido muito... que isso passe logo.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Recuperação






No vídeo uso a canção "Combustível" de Ana Carolina.
Desde a primeira vez que ouvi esta canção, ainda nem sabia que seria tema da novela Amor à Vida, parei na composição. E ouvi. E ouvi.
E o que me veio a mente, é que parecia uma partilha positiva de uma pessoa em recuperação da codependência..
Queria muito falar disso aqui no blog.
E queria muito incluir um vídeo.
Aproveitei para treinar minhas habilidades e fiquei uma semana aprendendo a montagem.
Colei fotos que traduziam o que eu sentia em cada momento da canção. E descrevi em cada uma delas, a representação da recuperação em cada fala.
É meu primeiro trabalho assim. Sou uma amadora ainda. Mas espero que gostem.

Beijoooo




sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Dai Aldebrand: Sintonia, Sincronia ou simplesmente tempo?

Faz tempo que penso nesse tema... e tinha vontade de escrever sobre ele. 
Agora lendo essa postagem passei a ter outras reflexões.  Entendi e achei bárbaro o texto. Mas... como conseguir essa incondicionalidade toda?? Normalmente existe uma troca, ou melhor, uma retroalimentação de um encantamento mútuo. Mas dai penso no conteúdo desse texto, e o que é encantamento pra mim, pode não ser pro outro... Nossa... me deu um nó agora... e nem consigo escrever tao cedo sobre isso. Encantada com a postagem!!
E penso, será que alguém consegue praticar isso??


Dai Aldebrand: Sintonia, Sincronia ou simplesmente tempo?:   Deitada na cama, mirando o relógio tiquetaqueando sobre a prateleira logo a frente me pego a pensar um pouco sobre a imensidão de po...

domingo, 6 de outubro de 2013

Tamanho da dor











Por causa de usa situação vivida ontem, decidi falar sobre dor.
Já há algum tempo eu pensava nessa questão da intensidade da dor, como é vista (de fora) e como é sentida por quem vivencia.

Dor é incomparável.
A dor de um não é maior ou menor que a dor do outro. Cada um vive a sua e sabe a intensidade dela.

Dor é indefinível.
Podemos sentir o coração sangrando quando a dor é emocional.
Em casos de dores físicas, muitas vezes desejamos morrer para não sentir aquilo.

A dor não depende do motivo. Um motivo para mim pode ser insignificante para o outro, mas isso não diminui a dor que sinto.
Comentários do tipo, “não vale a pena sofrer por isso”, ou “que drama!” independente da intenção e do motivo de quem fala, me soa como menosprezo para com a dor do outro.

Eu sinto dor com muita facilidade. Muitas coisas me doem.
E as minhas dores são reais, são doloridas, porque eu as sinto.
E não importa os motivos. Dor é dor.

Antes da programação, eu sentia dor e sofria muito.
Hoje, e só por hoje, sei que a dor é inevitável, mas sei que o sofrimento é opcional.
E por isso, tenho trabalhado na elaboração dos meus dissabores, tenho tentado aprender a vivenciar a dor na medida certa, mas sempre atenta para seguir em frente.
Porque nada que eu faça, vai modificar o fator desencadeante da dor.
A dor vai passar... e a vida continuar.
Por isso, não preciso nutrir qualquer sofrimento.

E hoje eu sei... que isto depende só de mim!
E se ainda eu não for suficiente, eu sei que posso pedir ajuda!!

Aahhh... esse “pedir ajudar”
Ainda vou postar sobre isso... qualquer dia desses...


Uma linda semana a todos.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Amor e Compaixão

Um tempo atrás ouvi sobre ‘amor’ e ‘compaixão’, e não consegui tirar essa partilha dos meus pensamentos.

Ouvi que tudo se resume nesses dois sentimentos para que a harmonia se complete.

Mas não é tão simples assim.

Para que o amor e a compaixão prevaleçam, é necessário se desprover de tantas outras coisas.
Às vezes, coisas do tipo como valores, crenças e costumes acabam prevalecendo em detrimento desses sentimentos.
E quando vamos nos dar conta, se e quando acontece, o momento já passou, as palavras já foram ditas e as decisões já foram tomadas.

Muitas vezes é irreversível. O que foi, foi.

Mas o sentimento é mutável. E o que fazemos como ele e com as lembranças depende de como estamos. E isso é bem legal.

Estar como estou hoje, tendo a capacidade de sentir, pensar e agir movida por esses sentimentos, me trás muita serenidade.

E não importa que 24 horas atrás eu não tenha feito isso.
O que importa é como estou sentido agora.

 E se antes eu já era capaz de viver baseado nesses sentimentos, hoje, com a consciência de separar valores e crenças pessoais, tudo fica melhor.

A sensação é de uma leveza sem fim...

Quero ser movida pelo amor...
E quando me deparar com situações que se esbarram em meus valores, quero ter o discernimento de separar e saber delimitar...
E que nesse caso, a compaixão prevaleça...



segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Reunião Painel, mais um passo!!

Protagonizei a reunião painel esta semana.
Eu passei dias pensando que essa reunião me faria bem... mas foi muito mais que isso... foi um passo a mais... em minha recuperação, em minha vida, dentro de mim mesma.

Pensar na minha história e como eu a contaria... foi um momento de pré reflexão.
Expor minha historia sob o meu ponto de vista, sobre o antes e o depois do nar-anon me fez reviver muitas coisas... E nesse reviver, a forma de ‘re-experienciar’ foi completamente diferente.

A sensação é de viajar num túnel do tempo dentro de nós mesmos, mas com outros sentimentos e outro olhar, ou seja, a mesma experiência percebida e sentida de outra forma.

Os olhares atentos e as expressões de rosto – significaram respostas de reforço e encorajamento.

O espaço aberto para perguntas me trouxe reflexões sobre assuntos e sentimentos que eu ainda não tinha pensado a respeito.

Relembrar cada detalhe de uma trajetória com a prática da programação trás uma sensação prazerosa de que estou no caminho certo.

E algumas coisas se fortalecem:
- não perder a esperança
- foco e fé
- a dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional
- um dia de cada vez

São frases soltas. Mas que dentro de um contexto, e sentidas com a alma fazem toda uma diferença.

E o que eu já sabia vagamente e que, agora, ficou mais claro, é a consciência de que a adicçao, em minha vida, foi apenas uma ponte para uma vida melhor. Pois, a paz e serenidade que vivencio hoje, é uma novidade que nem antes, nem durante a adicçao eu tive o privilegio de vivenciar.

E por fim, aquilo que eu já ouvia e sabia... mas não internalizava...

Sozinha eu não consigo!!

Por enquanto é só isso que posso dizer, ‘Que sozinha eu não consigo’, porque ainda me faltam alguns passos e um pouco de reflexão para falar sobre isso.

E isto não me preocupa. Não mais.
Pois perceber-me em minhas limitações humanas é resultado da minha caminhada na programação, é o que torna-me tranquila e serena.
E eu sei que é só por hoje.









quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Graças a Deus, setembro!

Não gosto muito do mês de agosto.
Tenho recordações ruins...
Foi o mês em que o pai de minha filha se foi... e na sequência minha única irmã.
E particularmente, meses antes disso, esperávamos realizar alguns projetos justamente no referido mês.

Em agosto do ano passado, tive meu ultimo contato com a adicção ativa.
Mas já passou, afinal tudo passa.
E este ano, também no mês agosto, semana passada, derrubei um motoqueiro. Nossa! Que experiência ruim. Passou também. E graças a Deus está tudo bem. Eu estou bem, e ele está bem.

Mas foi no mês agosto...

Mas não é só isso! Não posso deixar de lembrar que muita coisa boa aconteceu também.

Vivi uma renovação neste mês.
Dei um passo a mais no grupo, na interação interna.
Participei de um evento de recuperação e crescimento que fez a diferença, pois consegui ter outra visão de recuperação e vida, e consegui ter a internalização das situações em que o “óleo ferve” para nos dar a possibilidade de nos transformamos em lindas pipocas... e só continuamos piruás, se nada fizermos.

Enfim, não posso deixar de lembrar que também, neste mês de agosto... aconteceu uma particularidade na minha vida, que não pode ser por acaso. E que tinha que ser, justamente neste mês. Seja para desmistificar a fama de mal, seja para “dar inicio” a uma vida de transformação e disponibilidade.

Estou crescendo e tornando-me, cada vez, uma pessoa melhor. Isso é fato.
E tudo que tem acontecido era pra ter acontecido e era pra ser exatamente no momento em que foi.

Hoje entendo muita coisa. Hoje entendo o que vivi e o que estou vivendo.
E não é por acaso. É porque consegui superar o óleo fervente – e me dispus a me tornar uma linda pipoca.

Ainda terei novos momentos ... eu sei. Porque a vida não pára...
O que importa é estarmos sempre olhando pra frente... sem perder o foco no que queremos, e no que nos faz bem.
Se cair, levantar, sacudir e começar de novo.
Esse é o lema – desistir nunca. Afinal, as quedas fazem parte do percurso.

E é isso.
Borá viver setembro!!! Mês do meu aniversario! Mês da primavera!
Paz e serenidade... é o que quero e é o que desejo. Pra mim e pra você.

Só por hoje!

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Um passo... Um salto!

Outro dia, a partir de um conversa específica, chegamos a esse exemplo do meu blog (ou minha forma de viver a vida).

Foi feito uma comparação entre ‘dar um passo de cada vez’ e ‘saltar de para quedas’.
Dois extremos no contexto da conversa.
Sendo que um passo de cada vez estava sendo comparado ao fato de “passar pela vida” e que, por isso, o melhor mesmo seria saltar de para quedas, porque mesmo que se machucasse ainda assim seria melhor sentir-se vivendo, e não sobrevivendo.

Enfim.

Penso que seja uma forma de interpretação e da escolha que cada um faz de como viver. Ou até mesmo a forma de como “sabe” viver,
Inicialmente, quando criei o blog... pensava pura e simplesmente nos doze passos... e eu, como era muito impaciente, me propus a treinar a paciência e estudar, amadurecer um passo de cada vez, sem pressa ou sobressaltos. Da forma como se dá o processo da vida. A gente nasce, aprende engatinhar, andar, falar... e por ai vai... cada coisa no seu momento, e no momento de cada um.

Hoje, não vejo ‘um passo de cada vez’ apenas na aplicação dos doze passos. Mas vejo, em todo o meu processo de viver.

Já saltei de para quedas no sentido figurado.
Já mergulhei profundamente sem conhecer as águas onde estava entrando.

Não foi de todo ruim.
Tudo tem seu lado bom.

Mas hoje, minha escolha é pisar na areia, sentir a água, sentir a profundidade, para depois, mergulhar profundamente.
E esse mergulho é diferente de saltar de para quedas.
Não tenho vontade disso. Muito menos necessidade.

Sinto-me viva sim, dando um passo de cada vez, no meu ritmo e no meu tempo.

E o que tenho aprendido é que cada um tem o seu ritmo e o seu tempo... e que sendo diferente ou não do meu, é o tempo de cada um... e isso, não posso modificar, só aceitar!

domingo, 11 de agosto de 2013

Só por hoje

Voltando de uma reunião.
Atípica (por ser de serviço) e ainda cheguei atrasada.
Mesmo assim... Que paz!
É por isso que continuo voltando.
Estar e participar dessas reuniões, para mim, posso equiparar a um SPA espiritual.
Volto renovada, ‘reespiritualizada’, em paz comigo e com a vida!
Sempre tem um motivo, um sentimento ou algo que me mobiliza.
Encontrar os novos, ouvi-los e participar do seu ingresso é indescritível.
Sou grata por ter conhecido e por participar deste grupo.
O aprendizado, as novas sensações e a nova forma de ver a mim mesma e tudo a minha volta renovou-se, transformou-se.
Sinto-me uma pessoa nova a cada dia.

Pausa

Comecei a escrever esta postagem às 22hs do dia 10.
Parei por um motivo muito especial
E só agora, estou retomando... Quase 3hs da manha.

Ia desistir dela... mas decidi compartilhar, afinal me propus a escrever minha experiência e meus sentimentos...

Bom...
Só posso finalizar com a seguinte certeza.
Meu dia começou bem, dormi bem e acordei bem.
Passei uma tarde maravilhosa com a visita dos meus pais.
Fiz academia a tarde.
À noite fui nesta reunião (inicio de minha postagem)
E por fim, parei por este motivo especial.

E só posso dizer... que quando estamos bem, tudo fica bem.
E se estamos bem, somente coisas boas nos acontecem...

E por isso, só tenho a agradecer...
E só posso desejar continuar bem... só por hoje e um dia de cada vez!

Com muita alegria que tenho em meu coração hoje, desejo um lindo domingo e um maravilhoso dia dos pais!!


domingo, 4 de agosto de 2013

Verdade

Sempre que penso em escrever algo, procuro pesquisar o termo principal do meu tema.

Eu passei uma semana muito angustiada por conta de uma “verdade”.
Eu não vivenciava uma situação de mentir, estava apenas omitindo.
Mas a verdade é tão mais do que o oposto da mentira.
Mentir é muito ruim. Mas omitir, dependendo do contexto, não fica atrás.
É querer falar e não saber como.
É ter medo do que “aquela verdade” possa gerar.

Odeio mentiras. Prefiro a verdade por mais que doa.
E a minha verdade, diferentemente do que li em minha pesquisa, não é no sentido filosófico, mas sim, no fato de relatar uma situação real.
E esse era o problema. Tirava-me a paz e me gerava culpa.
Roubava-me a alegria e me levava a um profundo abismo.

Mas abismo por abismo... melhor a dor da verdade. Porque na mentira ou na omissão, o abismo é bem mais obscuro.

E nessa minha forma de pensar e agir, sempre comprovo minhas teorias e crenças.

Falei.
E falei a verdade.
Com cuidado, sem saber o que esperaria...

E o resultado me mostrou que essa é a melhor forma de encarar a vida, o mundo, e a nós mesmos.

Não sei ao certo o que terei dessa verdade.
A certeza que tenho é que estou leve, em paz e tranquila.
E isso é mais importante. Esse sentimento é mais forte do que qualquer outro que a mentira ou a omissão poderia me trazer.
E mais uma vez, volto a viver um momento de serenidade.
Por isso, só tenho a agradecer...